PEDRO CÉSAR ALVES
Antes de quaisquer coisas – escrever é arte! E, por ser arte, nem sempre está para todos – será? Alto lá – diriam alguns (outros concordariam), porém eu acrescento que, como qualquer arte, ‘escrever é algo artístico, que precisa ser aprimorado’. Pensando melhor: todos podem escrever, mas poucos são evidenciados. (Como um quadro – todos podem ‘pintar’, mas poucos ganham notoriedade no assunto.)
Para escrever de forma interessante (como se fosse um escritor profissional), é preciso seguir algumas dicas: escolher um assunto que domine muito bem, fazer pesquisas (soma de ideias), saber organizar as ideias (juntar as pesquisadas às ideias originais), ter bom vocabulário (ler muito), saber usar os recursos que a língua proporciona e estar disposto sempre a revisar.
E muitos não querem passar pelo processo (mesmo que eu não goste tanto deste termo, mas faz-se necessário usá-lo aqui). Muitos pensam que escrever (como qualquer outra profissão) é simplesmente colocar-se a fazer a escrita (ou a fazer determinada ação em qualquer profissão). E não é bem assim – tudo depende de um longo caminho a percorrer, a aprimorar.
Quando me disponho a escrever, eu preciso procurar um assunto que tenho muito domínio, que gosto – e por quê? Simples: facilita o ‘meu trabalho’, ao mesmo tempo que transmito ao leitor um ‘maior entusiasmo sobre o assunto – porque demonstro que gosto, que é importante’. A lógica está em produzir, de forma diferenciada, o que já tem conhecimento, ou seja, a transformação das ideias e suas respectivas transposições para o campo das letrinhas de forma diferenciada (materialização fora do senso comum). E fique tranquilo: o leitor percebe quando o autor fez com entusiasmo.
E, somando ainda, temos que ter em mente (não apenas na escrita, mas em qualquer outro ‘terreno do conhecimento humano’) que não dominamos tudo. A pesquisa aprofundada sobre o assunto faz parte do ‘trabalho’. Quanto mais eu sei sobre o tema, mais interessante será o meu texto aos olhos do leitor. E, após as mais diversas pesquisas, devemos organizar as ideias de forma clara e concisa. Ou seja, o leitor ao ‘ler-nos’ será capaz de entender o que estamos dizendo – e sem muito esforço.
Continuando o árduo trabalho do profissional da escrita (do nosso trabalho), o uso de um vocabulário rico e diversificado deve fazer parte (alguns dizem que o uso de palavras difíceis, de pouco uso, dificulta a leitura – verdade é, mas é melhor dificultar a usar palavras clichês e expressões banais). Além de usar recursos estilísticos para tornar o nosso texto mais envolvente, criando metáforas, analogias, humor e outros recursos para prender a atenção do leitor. E, não podemos esquecer que somos capazes de – após anos de trabalho árduo, criar o nosso próprio estilo. E jamais esquecer de revisar o que escrevemos! Revisar melhora a qualidade de nosso trabalho – ainda mais na correria do dia a dia.
Estas dicas acima servem não apenas para quem deseja – ou já usa a escrita como parte de seu trabalho, mas também aos que desejam fazer um vestibular e obter boa classificação – porque tudo é um processo, e nada acontece de um dia para o outro. E, para quem vai fazer um vestibular, algumas dicas: comece com uma introdução forte que chame a atenção do leitor, da banca examinadora (e você pode fazer isso contando uma história, fazendo uma pergunta ou apresentando um fato interessante), desenvolva o texto de forma clara e objetiva (evite usar jargões ou termos técnicos que não possa ser entendido), use exemplos e ilustrações para tornar o texto mais concreto, e termine com uma conclusão que resuma os principais pontos do texto.
Colocando estas dicas em prática poderemos escrever textos interessantes e envolventes sobre qualquer assunto (leia cada vez mais para obter cada vez mais conhecimentos diversificados). Tudo depende de: insistência, persistência, dedicação! Assim como a pintura, a escrita também precisa de horas e horas de trabalho. A vida é assim – feita de forma processual, sem pressa alguma!
Prof. Me. Pedro César Alves

