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Polícia Federal prende investigado de integrar núcleo financeiro de facção

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VITOR MORETTI – VALPARAÍSO

A Polícia Federal cumpriu, na manhã de terça-feira (06), um mandado de prisão contra um detento preso na Penitenciária de Valparaíso, região de Araçatuba, suspeito de integrar um núcleo financeiro de uma facção criminosa que age dentro e fora dos presídios e era responsável por gerenciar e recolher valores para o financiamento de crimes. A prisão fez parte da Operação ‘Cravada’, que também cumpriu outros 84 mandados de buscas e prisão em vários estados e municípios do país.

A reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL apurou que Valparaíso foi a única cidade da região onde houve o cumprimento de mandado de prisão. O investigado já estava preso e faz parte da organização criminosa. Policiais federais de Araçatuba dirigiram-se logo cedo até o município para dar cumprimento à decisão judicial.

A operação contou com o apoio do Ministério Público do Estado do Paraná, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) de São Paulo, da SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) e da Polícia Militar de SP.

Cerca de 180 policiais federais cumpriram 55 mandados de busca e apreensão e 30 mandados de prisão, expedidos pela Vara Criminal de Piraquara, no Paraná. Os municípios alvos foram Curitiba, São José dos Pinhais, Paranaguá, Centenário do Sul, Arapongas, Londrina, Umuarama, Pérola, Tapejara, Cascavel, Guarapuava, todas no estado do Paraná, além de Praia Grande, Itapeva, Osasco, Itaquaquecetuba, Hortolândia, São Paulo, incluindo também no presídio de Valparaíso.

INVESTIGAÇÃO

A Investigação teve início em fevereiro deste ano a partir de informações obtidas acerca da existência de uma espécie de núcleo financeiro da facção criminosa estabelecido na Penitenciária Estadual de Piraquara, no Paraná.

“Verificou-se que o núcleo é responsável por recolher e gerenciar as contribuições para a facção criminosa em âmbito nacional. Os pagamentos – também chamados de “rifas”- eram repassados à organização criminosa por intermédio de diversas contas bancárias e de maneira intercalada, com uso de medidas para dificultar o rastreamento. A investigação indica a circulação de aproximadamente um milhão de reais/mês nas diversas contas utilizadas em benefício do crime”, informou a Polícia Federal.

Foram identificadas e bloqueadas mais de 400 contas bancárias suspeitas em todo o país. Os valores que transitavam entre as contas bloqueadas eram utilizados para pagar a aquisição de armas de fogo e de entorpecentes para a facção, além de providenciar transporte e manutenção da estadia de integrantes e familiares de membros da facção em locais próximos a presídios.

Os investigados devem responder, na medida de suas participações, pelos crimes de tráfico de entorpecentes, associação para o tráfico e organização criminosa.

 

 


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