Criança de 2 anos é barrada durante revista em penitenciária

Todos os finais de semana as equipes das penitenciárias da Secretaria der Administração Penitenciária flagram pessoas tentando de diferentes formas introduzir produtos de forma irregular nas penitenciárias. Geralmente apreendem drogas, telefones celulares, fios, arames e produtos eletrônicos. Neste final de semana chamou a atenção o fato de uma menina de apenas 2 anos estar com três baterias no intestino. A SAP informou que adotou os mesmos procedimentos de outros. A mãe da menina, que a acompanhava, foi tirada do rol de visitas e o homem que seria visitado foi encaminhado ao pavilhão disciplinar. Além disso, foi registrado boletim de ocorrência para melhor apuração dos fatos.

Os agentes de segurança estão preparados para diferentes formas de tentar burlar a vigilância. Porém, o fato da criança chamou a atenção. De acordo com a assessoria da SAP, o fato aconteceu na penitenciária de Junqueirópolis, no sábado (26). A criança levava no intestino três baterias cilíndricas que seriam entregues ao companheiro da mulher. “Vale lembrar que os visitantes flagrados são excluídos do rol de visitas e levados à Delegacia de Polícia mais próxima, sem prejuízo de responderem na esfera criminal. Também é instaurado Procedimento Disciplinar para apurar a cumplicidade dos presos que receberiam os materiais podendo, ainda, ser instaurados Procedimentos de Apuração Preliminar para apurar supostas responsabilidades funcionais”, diz nota da SAP.

O FATO

Uma menina de dois anos passava pelo detector de metais quando este acionou. Ao indagarem à mãe da menor, que já havia passado pela revista e aguardava a filha, ela não soube informar o porquê do acionamento do aparelho. Foi sugerido à mulher, e consentido, que a criança fosse encaminhada ao Pronto Atendimento Municipal para exame de Raio-X, onde constatou-se a presença de três objetos metálicos no intestino da criança. Enquanto aguardavam atendimento médico, a menina solicitou à mãe para ir ao banheiro, vindo a evacuar três baterias em formato cilíndrico de aproximadamente 8 mm cada. Mesmo assim, a mãe nada explicou sobre o fato, sendo prontamente suspensa do rol de visitas. O sentenciado envolvido foi encaminhado ao Pavilhão Disciplinar enquanto a mãe, a criança e os objetos para a Delegacia de Polícia.

A Polícia Civil deve instaurar inquérito para apurar as circunstâncias em que as baterias foram para o intestino da criança.

OUTROS APREENSÕES

Durante o procedimento padrão de revista, no CDP de Valparaíso, ao passar pelo detector de metais, a visitante L.C.S. foi surpreendida com o apito do equipamento, mesmo após repetir a ação. Questionada, retirou um invólucro voluntariamente do órgão genital. Ao ser aberto, o embrulho continha em seu interior 01 (um) aparelho de telefonia móvel e um teclado sobressalente. As providências administrativas foram tomadas e o sentenciado envolvido encaminhado para cela disciplinar onde aguarda decisão da Vara de Execuções Criminais (VEC) de Araçatuba para possível regressão ao regime fechado.

Em Lavínia, ao sentar no detector de metais conhecido como “banquinho”, a companheira do sentenciado M.E.R não teve como impedir o acionamento sonoro do aparelho, por mais de uma vez, confessando que trazia algo inserido no corpo. A mulher então retirou do órgão sexual um invólucro com um aparelho de telefonia móvel, sem chip, sendo posteriormente encaminhada à delegacia para as providências pertinentes e excluída do rol de visitas. Já o sentenciado responderá a Procedimento Disciplinar.

No domingo, também em Lavínia, ao passar pelo detector de metal do tipo “portal”, a companheira de um sentenciado acabou acionando o aparelho, o que indicava que trazia consigo algo metálico. No entanto, a mulher negou veementemente, mas concordou, em seguida, a se submeter a um Raio-X no Hospital Estadual de Mirandópolis. O exame acusou a presença de um invólucro oculto na genitália da visita onde estava acondicionado 20m de fio paralelo de 1,5mm. Segundo ela, o material serviria para carregar aparelho celular no pavilhão. No dia anterior, outra visita já havia sido flagrada pelo detector de metais quando tentava entrar no local com 01 (um) aparelho celular oculto no órgão genital, cujo feito lhe renderia mil reais. Em ambos os casos, as mulheres foram encaminhadas à Delegacia de Polícia e suspensas do rol de visitas.

Várias outras ocorrências foram registradas em diferentes unidades prisionais da região.

DA REDAÇÃO – Andradina

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