Home Plantão Policial ‘Raio-X’: Justiça de Penápolis decreta prisão preventiva de 17 e aceita denúncia contra 35 pessoas

‘Raio-X’: Justiça de Penápolis decreta prisão preventiva de 17 e aceita denúncia contra 35 pessoas

5 minutos de leitura
Compartilhe esta notícia!

A Justiça de Penápolis decretou a prisão preventiva de 17 pessoas e aceitou denúncia do Ministério Público contra 35 investigados no âmbito da ‘Operação Raio-X’, que investiga desvios de verbas públicas destinadas à saúde por meio de organizações sociais. Até o fechamento dessa edição, a Justiça de Birigui ainda não havia se manifestado a respeito da segunda denúncia do MP em relação ao pedido de prisão preventiva de outros 25 suspeitos, além da oferta de denúncia de 48 pessoas. 

A reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL apurou que entre as prisões decretadas estão a do médico Cleudson Garcia Montali, apontado pelas investigações como o chefe do esquema criminoso, de Cláudio Castelão Lopes (presidente da Irmandade da Santa Casa de Misericóridia de Birigui) e Wilson Carlos Braz (secretário de saúde afastado do município de Penápolis). 

Outras dez pessoas também tornaram-se réus e tiveram o direito à liberdade provisória. Estas estão proibidas de manter o contato com pessoas investigadas no processo, de ausentar-se do domicílio por mais de sete dias e a suspensão do exercício de função pública e de contratar com o Poder Público. 

NOVAS PRISÕES 

Ao longo de toda a terça-feira (6), mais quatro investigados na operação se apresentaram espontaneamente na Central de Polícia Judiciária de Araçatuba. Entre eles estão um empresário de 49 anos, um administrador de 45 e um aposentado de 55.  

Os trabalhos investigativos começaram há cerca de dois anos. De lá para cá foi descoberto um sofisticado esquema de corrupção envolvendo agentes públicos, empresários e profissionais liberais, bem como o desvio de milhões de reais que deveriam ser aplicados na saúde. 

De acordo com a Polícia Civil, a organização criminosa desviava os recursos mediante a celebração de contratos de gestão em diversos municípios por meio de Organizações Sociais. Esses procedimentos licitatórios eram fraudulentos e superfaturados, em sua maioria. 

Foram identificados dezenas de envolvidos com o grupo criminoso divididos em diversos núcleos, cada um com uma colaboração diferente na prática das supostas infrações penais. 

POSICIONAMENTOS 

A defesa do médico Cleudson Garcia Montali preferiu não se manifestar após pedido de uma nota de esclarecimentos a respeito das acusações.  

Já o advogado de Cláudio Castelão Lopes informou que o cliente preenche os requisitos legais para que responda em liberdade. Afirmou, também, que a defesa tem plena confiança no Judiciário e acredita que a inocência do cliente será provada em fase de instrução processual.  

A reportagem de O LIBERAL REGIONAL não conseguiu contato com os advogados que representam Wilson Carlos Braz.  


Compartilhe esta notícia!