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GOE/DEIC apreende veículos e documentos ligados a preso na Operação Raio-X

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Policiais civis do GOE/DEIC (Grupo de Operações Especiais) apreenderam três veículos e alguns documentos em uma casa localizada na rua Quatro, no bairro Candeias, em Birigui, na tarde de sexta-feira (2). A ação faz parte de um desdobramento da operação Raio-X, deflagrada na última semana e que apura um esquema de corrupção envolvendo Organizações Sociais, empresários, médicos e agentes públicos de verbas destinadas à saúde.

Informações apuradas pela reportagem dão conta que os policiais civis foram até o endereço para dar cumprimento a um mandado de busca expedido pela 1ª Vara do Foro de Penápolis. Ao chegarem até lá, eles constataram que a residência estava desabitada.

Houve a necessidade, na presença de testemunhas, do arrombamento do portão social para que as equipes pudessem iniciar os trabalhos. Já dentro do imóvel, o GOE encontrou dez cartuchos íntegros de calibre 38 sobre um balcão. Já em uma gaveta no guarda-roupas havia uma pasta preta contendo diversos documentos, entre eles contratos e cadernos com anotações, além de um carimbo.

Na parte externa da casa havia três veículos, sendo um Toyota/Corolla, um Fiat/Uno Way e um Mercedes Benz. Conforme apuração, o cumprimento de mandado tem relação com a prisão temporária de Gilberto Ademir Granja, preso durante a Operação Raio-X em Agudos, região de Bauru, na última terça-feira (29). A suspeita é de que a residência era utilizada apenas para guardar os veículos e outros objetos. O caso segue em investigação.

OPERAÇÃO RAIO-X

Os trabalhos investigativos começaram há cerca de dois anos. De lá para cá foi descoberto um sofisticado esquema de corrupção envolvendo agentes públicos, empresários e profissionais liberais, bem como o desvio de milhões de reais que deveriam ser aplicados na saúde.

De acordo com a Polícia Civil, a organização criminosa desviava os recursos mediante a celebração de contratos de gestão em diversos municípios por meio de Organizações Sociais. Esses procedimentos licitatórios eram fraudulentos e superfaturados, em sua maioria.

Foram identificados dezenas de envolvidos com o grupo criminoso divididos em diversos núcleos, cada um com uma colaboração diferente na prática das supostas infrações penais. Até a última atualização, dos 64 mandados de prisão temporária, 45 foram cumpridos. Outras seis pessoas acabaram presas em flagrante. Ao todo foram apreendidos 47 veículos, 170 celulares, 180 eletrônicos, 184 pen drives, CDs e HDs, 15 armas de fogo, 56 joias, R$ 1.801.066,00, 7.568,31 dólares, 1.176 documentos e três aeronaves.


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