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Presidente de OSS de Birigui se entrega à polícia e é preso

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O presidente da OSS (Organização Social de Saúde) Irmandade Santa Casa de Birigui, Cláudio Castelão Lopes, se entregou à polícia e foi preso na tarde de quarta-feira (30). Contra ele havia um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça de Penápolis. Desde a deflagração da Operação Raio-X, na última terça-feira (29), ele estava foragido.

A reportagem apurou que Cláudio se apresentou na presença de dois advogados na cadeia pública de Penápolis, onde deverá aguardar ser intimado a prestar depoimento. A prisão é válida por cinco dias e pode ser prorrogada por mais cinco. Procurada, a assessoria de imprensa da OSS informou que a defesa não irá se manifestar.

BALANÇO ATUALIZADO

Nessa quinta-feira (1), a Polícia Civil atualizou os números de prisões e apreensões durante os trabalhos. Dos 64 mandados de prisão temporária, 45 foram cumpridos. Outras seis pessoas acabaram presas em flagrante. Ao todo foram apreendidos 47 veículos, 170 celulares, 180 eletrônicos, 184 pen drives, CDs e HDs, 15 armas de fogo, 56 joias, R$ 1.801.066,00, 7.568,31 dólares, 1.176 documentos e três aeronaves.

Os trabalhos investigativos começaram há cerca de dois anos. De lá para cá foi descoberto um sofisticado esquema de corrupção envolvendo agentes públicos, empresários e profissionais liberais, bem como o desvio de milhões de reais que deveriam ser aplicados na saúde.

De acordo com a Polícia Civil, a organização criminosa desviava os recursos mediante a celebração de contratos de gestão em diversos municípios por meio de Organizações Sociais. Esses procedimentos licitatórios eram fraudulentos e superfaturados, em sua maioria.

Foram identificados dezenas de envolvidos com o grupo criminoso divididos em diversos núcleos, cada um com uma colaboração diferente na prática das supostas infrações penais. O delegado de polícia Fábio Neri Pistori detalhou durante entrevista coletiva como o esquema funcionava.

“Em um primeiro momento, eram feitas licitações fraudulentas. Uma vez vencida essa licitação, o próximo passo era a celebração de um contrato de gestão entre OS e município. A partir de então, nós tínhamos celebrações de contratos com prestadores de serviços. O dinheiro saía da Organização Social e eram disseminado, repassado para esses prestadores, que no momento seguinte, faziam com que o dinheiro retornasse aos cofres da própria Orcrim”.

Pistori informou, também, que os investigados lavavam o dinheiro comprando imóveis, carros de luxo e até aeronaves. Grande parte da evolução patrimonial dos suspeitos se deu justamente no período da pandemia do coronavírus, onde o desvio de verbas públicas se intensificou ainda mais.


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