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Um morador de Araçatuba, de 50 anos, foi preso na manhã dessa quarta-feira (9) suspeito de ter montado um dos maiores fóruns de divulgação de pornografia infantil em língua portuguesa no mundo na deep web (parte da internet que não pode ser acessada por mecanismos de buscas). O suspeito é acusado pela Polícia Federal de cometer estupros contra crianças e adolescentes e postar as imagens no grupo. Até a filha dele teria sido vítima dos crimes.

Os trabalhos da Operação Desvelado foram feitos pela PF de Araçatuba em conjunto com a Interpol de Lyon, cidade localizada na França. Por volta das 10h, o homem chegou até a delegacia de Araçatuba em uma viatura descaracterizada. Ele estava algemado e não falou com a imprensa.

Segundo informe produzido pela sede da Interpol na França, o araçatubense seria o responsável pela criação e manutenção de um dos maiores fóruns em língua portuguesa de pornografia infantil da deep web.

GRAVAÇÕES

As investigações mostraram que além de disponibilizar a plataforma para usuários em todo o mundo, o investigado ainda publicava grande quantidade de vídeos e fotos de si próprio estuprando várias vítimas. As idades das meninas variavam entre os cinco e os 12 anos. A filha dele, hoje maior de idade, está na lista de vítimas, de acordo com a Polícia Federal.

“Valendo-se de técnicas de investigação cibernética, a Polícia Federal brasileira teve êxito em identificar o responsável pelos estupros gravados e exibidos na rede mundial de computadores”, informou a PF por meio de uma nota.

CONHECIDO

O fórum da deep web e outras plataformas criadas pelo homem já eram conhecidos das polícias de inúmeros países. Até agora, a Polícia Federal não encontrou indícios da participação de outras pessoas nos crimes. Existe a suspeita de que o indiciado também comercializava parte do acervo criminoso.

A reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL apurou que o mandado de prisão e de busca contra o autor foi cumprido em um conjunto de casas populares. No local foram apreendidos peças de computadores, quatro HDs, uma pomada anestésica e preservativos.

O investigado irá responder pelo crime de publicação de imagens de pornografia infantil, que prevê pena de três a seis anos de reclusão, além de estupro de vulneráveis, com penas entre oito a 15 anos de prisão.


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