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A Polícia Civil de Araçatuba está investigando se um morador de Auriflama seria o dono de um cofre localizado na Acrepom (Associação de Papel, Papelão e Materiais Recicláveis) com cerca de R$ 36 mil em um fundo falso. O dinheiro foi localizado por funcionários que se preparavam para fazer o descarte do objeto.

Segundo informações do delegado responsável pelas investigações, o homem procurou a polícia dizendo ter visto reportagens sobre o cofre. Ele teria sido vítima de roubo em 2018. Para comprovar ser o proprietário, o morador entregou uma chave. A polícia fez a apreensão e a encaminhou para a perícia técnica a fim de comprovar se é ou não pertencente àquele cofre.

SUCATA

O cofre permaneceu na Polícia Civil de Araçatuba por dois anos depois de ter sido localizado abandonado no bairro Jussara. Depois desse período, o objeto foi descartado como sucata na Acrepom.

No último dia 27 de agosto, trabalhadores da associação encontraram o fundo falso com toda a quantia. Rapidamente, o caso foi comunicado à secretaria, que entrou em contato com a Polícia Civil para ser realizada a apreensão. Todo o valor estava separado em notas de R$ 100 e R$ 50. A secretária da Acrepom, Alexandra Santos Alves, tomou conhecimento a respeito da localização do dinheiro e imediatamente comunicou a situação aos superiores, que começaram a fazer a contagem.

No momento de identificar quem teria descartado o objeto, mais uma surpresa surgiu, já que o cofre havia sido apreendido pela Polícia Civil de Araçatuba. “A Polícia Civil é uma das parceiras da entidade, já que traz muitos materiais aqui. Nós procuramos saber de quem era e descobrimos que era da polícia”, revelou.

INCÊNDIO

No dia 21 de junho de 2020, um incêndio de grandes proporções atingiu a Acrepom. As equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas e compareceram ao local. Foi um trabalho difícil, já que muitos materiais eram inflamáveis, o que fez com que as chamas se espalhassem rapidamente. 

O trânsito precisou ser interditado para o trabalho das equipes. A Polícia Militar e a Guarda Municipal deram suporte para a interdição. Aproximadamente duas horas depois, o fogo foi totalmente controlado. O prejuízo estimado, de acordo com os dirigentes da associação, é de mais de R$ 300 mil, já que muitos dos equipamentos novos foram queimados. A perícia concluiu que o fogo foi causado de forma intencional. O caso segue em investigação.


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