Home Plantão Policial Justiça condena autor de latrocínio a mais de 29 anos de prisão

Justiça condena autor de latrocínio a mais de 29 anos de prisão

5 minutos de leitura
Compartilhe esta notícia!

FOTO: ARQUIVO/REGIONAL PRESS

A Justiça de Araçatuba condenou Fábio Napoleão da Silva Cícero, acusado de latrocínio (roubo seguido de morte), a mais de 29 anos de prisão. Ele matou Roberto Rodrigues Pereira, 59 anos, com golpes de faca, dentro da residência que morava no dia cinco de abril de 2018. Após assassinar a vítima, o réu fugiu levando um celular, um notebook, frasco de perfume importado, caixa de som portátil, uma camiseta, par de tênis, uma mochila, uma carteira e uma faca. O prejuízo total foi de quase dois mil reais.

 

Segundo informações apuradas pela reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL, o juiz de direito Emerson Sumariva Júnior o condenou a 29 anos e dois meses de prisão em regime fechado. Em sua sentença, o magistrado caracterizou que o réu mostrou índole perversa e violência desmedida ao matar a vítima com vários golpes de faca. O homem não confessou o crime, mas para a Justiça, ele mentiu.

 

“Fácil ver que o réu entrou em várias contradições nos dois depoimentos prestados na delegacia de polícia e no interrogatório judicial, o que comprova que está mentindo. Não há dúvidas de que ele estava na posse dos objetos roubados da vítima logo após os fatos, fato este que o próprio não negou”, justificou Sumariva na sentença.

 

O latrocínio ocorreu em abril do ano passado na rua Afonso Pena, no bairro Vila Mendonça. De acordo com o boletim de ocorrência, um parente da vítima chegou ao endereço e encontrou o portão do imóvel aberto. Ele estranhou a situação e decidiu entrar na residência. Logo em seguida, a testemunha encontrou Pereira caído na cama, com ferimentos no pescoço e uma poça de sangue.

Viaturas do Resgate, do Corpo de Bombeiros, e do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) chegaram a ser acionadas e os socorristas constataram a morte ainda no local. Os familiares de Pereira noticiaram a falta dos objetos elencados à polícia, que começou a investigar o caso.

A Polícia Civil chegou até o réu depois de rastrear o celular roubado na ação criminosa. Durante as oitivas, a esposa dele confirmou que o marido chegou em casa com os produtos roubados, mas ele negava tudo, dizendo que teria pegado os objetos de uma dívida com um homem. A testemunha disse que chegou a desconfiar que os produtos poderiam ser roubados, já que o marido se ausentava da residência todos os dias, por volta das cinco horas da manhã.

Após ser interrogado pelo delegado Antônio Paulo Natal, responsável pelo inquérito, o réu mudou o depoimento duas vezes. Já no interrogatório judicial, ele continuou mantendo a versão de que não cometeu o latrocínio, mas disse que adquiriu os objetos roubados de uma pessoa, mas não poderia revelar o nome dela, pois tinha medo de sofrer represálias.


Compartilhe esta notícia!