Plantão Policial

Atirador de capoeirista é preso e caso tem reviravolta

Um crime que chocou muitas pessoas em Araçatuba no último dia 13 de maio parece estar caminhando para o seu desfecho. Policiais civis da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) prenderam, na manhã de sexta-feira (07), o segundo suspeito de ter participado do assassinato do capoeirista Everaldo Martins, de 45 anos, no bairro Lago Azul, zona sul do município. O suspeito confessou que ele atirou contra a vítima, sem dar nenhuma chance de defesa. Para a surpresa até mesmo dos investigadores, o preso de ontem foi aluno de capoeira de Martins.

 

A prisão de Felipe Silva de Sá, 23, aconteceu nas primeiras horas do dia, na residência do indiciado, localizado no Residencial Beatriz. Foi cumprido um mandado de prisão temporária, ou seja, válido por 30 dias. De acordo com informações do delegado Antônio Paulo Natal, a polícia conseguiu chegar até o investigado depois de reunir provas e relatos de testemunhas.

 

“No dia do crime, testemunhas viram que ele [Felipe] estava dentro de um Gol branco. A partir de então, nós conseguimos localizá-lo e o trouxemos até a DIG, onde ele negou tudo. Dias depois, a investigação conseguiu mais provas que o colocava na cena do crime e pedimos a prisão temporária”, informou durante entrevista ao jornal O LIBERAL REGIONAL.

 

Depois de ser preso ontem, Sá foi novamente foi interrogada. Dessa vez, ele acabou confessando a participação no assassinato do professor de capoeira. “Ele disse que estava com o Donovan no carro e teria dado dois tiros contra a vítima, mas negou que soubesse a motivação”, detalhou.

 

Donovan foi o primeiro acusado de ter participado do crime a ser preso pela Polícia Civil. A prisão dele ocorreu ainda em maio, quando ele decidiu se entregar. No depoimento, o homem revelou que teria matado Everaldo depois que a vítima comprou sua casa e deu como parte do pagamento o veículo VW/Gol.

 

Acontece que o carro estava em nome de um terceiro e assim que Donovan o pegou como forma de pagamento não fez a transferência para o seu nome e teria tomado algumas multas com o veículo, conforme explica o delegado.

 

“O Donovan falou no depoimento que o Everaldo começou a ser cobrado por essas multas em nome do terceiro, já que ele poderia perder a CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Então, o capoeirista teria começado a ‘acelerar’ o autor, que decidiu por matá-lo com a ajuda do Felipe”.

 

REVIRAVOLTA

 

Mas, para a Polícia Civil, Donovan mentiu em seu depoimento, já que o homem o qual constava no registro do referido veículo prestou depoimento e negou que tivesse cobrado Everaldo pelas multas, já que ele nem mesmo carteira de habilitação tem.

 

“Portanto, agora nós vamos chegar essa informação, pois acreditamos que Donovan mentiu. Acreditamos que o negócio do carro ocorreu depois da venda da casa, que já está quitada. Tentaremos investigar se a vítima vendeu o carro para o suspeito e estaria a cobrando pelo pagamento do automóvel”, finalizou.

 

Diante disso, Donovan deverá ser ouvido, novamente, nos próximos dias e será confrontado com as novas informações que surgiram no percurso das investigações. Com a confissão da dupla, a polícia espera conseguir a prisão preventiva dos acusados, ou seja, válida até a data do julgamento.

 

CRIME

 

Era pouco depois das nove horas da manhã do dia 13 de maio. Everaldo estava em casa, se preparando para sair, já que dava aula de capoeira na parte da manhã. A filha dele, uma adolescente de 17 anos de idade, dormia em um dos quartos. Em determinado momento, a vítima ouviu alguém chamar pelo seu nome em frente do imóvel.

Sem imaginar o que estava prestes a acontecer, o capoeirista saiu na área da frente vestindo apenas uma calça. Ao chegar mais próximo do carro foi alvejado por pelo menos quatro tiros, que atingiram diversas partes do corpo.

O autor fugiu em seguida em alta velocidade. Everaldo não resistiu e morreu ainda no local do crime. A filha dele acordou com o barulho dos disparos e foi até a frente da casa para ver o que estava acontecendo. Ela viu o pai morto na calçada e chamou por ajuda.

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