Plantão Policial

Homem leva sete facadas em tentativa de latrocínio e sobrevive na região

FOTO: JOSIANE LORENSETTI

Guararapes registrou uma noite violenta na terça-feira (04) depois do registro de uma tentativa de latrocínio, que é roubo seguido de morte. Um trabalhador agrícola, de 55 anos de idade, foi esfaqueado sete vezes em diversas partes do corpo por um homem de 29 anos. O suspeito foi preso em flagrante minutos após o crime. O caso ocorreu em um abrigo, mantido por uma igreja evangélica, no bairro Vila Nova.

 

Segundo informações apuradas pela reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL, a vítima estava no interior da residência. Os outros moradores dormiam naquele momento. Por volta das 23h30, o autor, identificado pelas iniciais E.O.M., que já registra diversas passagens criminais por tráfico de drogas, invadiu o local e tentou roubar o celular do trabalhador agrícola.

 

Ao perceber o que estava acontecendo, a vítima tentou se desvencilhar, mas não conseguiu. O indiciado, armado com uma faca, começou a desferir diversos golpes que atingiram o tórax, o pescoço e o crânio, inclusive com perda de massa encefálica. Foram pelo menos sete facadas.

 

Os outros moradores acordaram com os gritos de socorro e conseguiram deter o suspeito ainda no local até a chegada de policiais militares. O homem caiu na cozinha e foi socorrido por uma ambulância até a Santa Casa de Guararapes. Após avaliação médica e por conta da gravidade dos ferimentos, ele teve que ser transferido para Araçatuba.

 

De acordo com o último boletim médico divulgado pela unidade hospitalar, o estado de saúde do paciente era estável. Ele continuava internado no setor de urgência e emergência e passava por atendimento pela especialidade de cirurgia torácica.

 

PRISÃO

 

Com a chegada dos policiais militares até o local da tentativa de latrocínio, o autor foi preso em flagrante. A faca utilizada na ação criminosa estava ao seu lado e também foi apreendida. Equipes da perícia técnica estiveram presentes e um laudo completo deverá ficar pronto em até 30 dias para ser anexado ao inquérito policial.

 

Na delegacia, o investigado permaneceu em silêncio durante todo o interrogatório. Ele passou por audiência de custódia na manhã de quarta-feira (05) e depois foi transferido para a cadeia pública de Penápolis, onde deverá aguardar vaga em alguma unidade prisional da região. Um inquérito foi aberto para dar continuidade às apurações.

 

CASO ISOLADO

 

A reportagem conversou com Francisco Carlos, responsável pela igreja e pelo projeto do abrigo. Ele lamentou os fatos. “Há sete anos que temos esse projeto e nunca algo desse tipo aconteceu aqui dentro. Foi uma fatalidade”, finalizou.

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