Plantão Policial

Pedagogo é preso suspeito de abusar de crianças e adolescente

Um pedagogo de 27 anos de idade é investigado pela Polícia Civil de Penápolis, região de Araçatuba, por abusar sexualmente de seis crianças. Cinco desses abusos teriam ocorrido dentro de uma escola municipal. Ele foi preso na manhã de quinta-feira (30) dentro da Prefeitura, onde exercia funções administrativas, depois do cumprimento de um mandado de prisão temporária expedido pela Terceira Vara do município.

 

De acordo com informações levantadas pela reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL, o suspeito é investigado desde novembro do ano passado quando a polícia recebeu as denúncias de que o investigado teria abusado sexualmente de cinco crianças dentro de uma escola municipal de Penápolis. Desde então, a investigação corria em sigilo.

 

Acontece que no último dia 22 de maio deste ano, a Polícia Civil recebeu uma nova denúncia de estupro contra o pedagogo. Dessa vez, o pai de um adolescente de 13 anos de idade disse em depoimento que estava pela praça Doutor Carlos Sampaio Filho, no centro de Penápolis, quando viu a bicicleta do filho deixada perto do banheiro público.

 

Estranhando aquela situação, o denunciante decidiu entrar no banheiro. Foi, nesse momento, que ele flagrou o indiciado praticando sexo oral no menor. Um boletim de ocorrência de estupro foi registrado.

 

Com a sexta denúncia recebida, a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) pediu a prisão temporária do suspeito, que foi autorizada pela Justiça na quarta-feira (29). A prisão é válida por 30 dias.

 

O cumprimento do mandado foi feito dentro da Prefeitura de Penápolis, já que o suspeito é servidor público municipal e trabalhava atualmente no setor administrativo, conforme informações apuradas pela reportagem. Após a prisão, ele foi ouvido e encaminhado para a cadeia pública da cidade, onde deverá aguardar nova decisão do Poder Judiciário.

 

POSICIONAMENTO

 

Por meio de uma nota, a Prefeitura informou que todas as medidas foram tomadas contra o servidor a partir do momento que as denúncias vieram à tona em novembro do ano passado.

 

“Uma sindicância foi instaurada, e o servidor foi afastado de suas
funções junto à rede escolar, permanecendo em serviço administrativo em
outra unidade, longe de contato com crianças”.

 

Ainda segundo o posicionamento da administração municipal, o município se colocou à disposição da polícia e do Poder Judiciário para colaborar na apuração dos fatos.

 

“Da mesma fora, a Prefeitura tem dado respaldo psicológico aos envolvidos e familiares”, finalizou a nota.

 

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