Plantão Policial

Ministério Público pede parecer sobre velocidade de Mustang conduzido por empresário

A Justiça de Araçatuba realizou na tarde de ontem (27) a última audiência de instrução do processo contra o empresário Luciano Justo e outros três réus no caso que ficou conhecido como ‘Caso Mustang’. Tudo ocorreu em 2016, quando o comerciante Alcides José Domingues, 69 anos, morreu ao ter o veículo Toyota/Corolla atingido pelo carro de luxo de Justo na Avenida Brasília.

 

Durante a audiência, o juiz de direito Wellington José Prates ouviu duas testemunhas, um perito judicial, além de um assistente técnico da defesa. Além disso, o empresário, a esposa dele Tatiane Stábile Escanhuela Justo e o policial militar rodoviário Washington Luiz Rosa Moraes.

 

De acordo com informações apuradas pela reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL, o promotor do Ministério Público Adelmo Pinho pediu um parecer de um assistente técnico à defesa referente a um cálculo feito da velocidade do veículo no momento que se chocou contra o automóvel do comerciante.

 

Por outro lado, a defesa do empresário solicitou a juntada de um cálculo realizado por uma perita. O juiz deu prazo de 20 dias para que seja entregue junto ao processo.

 

Após as apresentações, as partes deverão fazer as alegações finais e o juiz decidirá se os réus irão a júri ou não.

CASO

A batida ocorreu no fim da tarde de um sábado, 12 de março de 2016. O empresário Luciano Justo, residente em Birigui conduzia o Mustang que bateu em um Corolla e matou o dono de farmácia Alcides José Domingues, 69 anos. No dia do acidente, o delegado plantonista elaborou o boletim de ocorrência como homicídio culposo (quando não há intensão de matar), arbitrou fiança de R$ 17,6 mil, que foi paga. O empresário obteve a liberdade provisória. Porém, o flagrante foi convertido em prisão preventiva e o juiz determinou a prisão.

À época, o promotor que estava de plantão, Felipe Duarte Gonçalves Ventura de Paula, ao analisar o flagrante entendeu que era caso de homicídio doloso (quando há a intenção de matar) e imediatamente pediu a prisão preventiva ao juiz Sérgio Ricardo Biella. Após exame do caso, de forma fundamentada, o Juiz acatou a solicitação do promotor de justiça e recebeu o flagrante como homicídio doloso, convertendo o flagrante em prisão preventiva. Porém, mesmo com a expedição do mandado de prisão, o empresário não foi encontrado.

Ao longo das investigações, segundo o Ministério Público, Justo teria feito a ingestão de bebida alcóolica minutos antes do acidente. Câmeras de segurança de um posto de combustíveis próximo do local da batida mostraram que ele estava muito acima da velocidade da via, que é de 60 quilômetros por hora. O MP sustenta que o empresário bebeu antes de dirigir e o denuncia também por homicídio doloso. A defesa dos acusados não foi encontrada pela reportagem.

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