Plantão Policial

Capoeirista é morto a tiros e filha encontra o corpo

Uma pessoa tranquila, sem inimigos, religiosa e voltada às atividades sociais. Assim classificaram amigos e familiares de Everaldo Aparecido Cardoso Martins, 45 anos. Para os mais íntimos, era conhecido como ‘Mestre Pelezinho’, adepto das lutas e artes marciais, era professor de capoeira. A vida do homem chegou ao fim na manhã de segunda-feira (13) após ser baleado em frente à residência que mora na rua Antônio Spironelli, no bairro Lago Azul, zona sul de Araçatuba.

 

Era pouco depois das nove horas da manhã. Everaldo estava em casa, se preparando para sair, já que dava aula de capoeira na parte da manhã. A filha dele, uma adolescente de 17 anos de idade, dormia em um dos quartos. Em determinado momento, a vítima ouviu alguém chamar pelo seu nome em frente do imóvel.

 

A pessoa, que até agora é desconhecida, estava em um veículo VW/Gol, de cor branca. Sem imaginar o que estava prestes a acontecer, o capoeirista saiu na área da frente vestindo apenas uma calça. Ao chegar mais próximo do carro foi alvejado por pelo menos quatro tiros, que atingiram diversas partes do corpo.

O autor fugiu em seguida em alta velocidade. Everaldo não resistiu e morreu ainda no local do crime. A filha dele acordou com o barulho dos disparos e foi até a frente da casa para ver o que estava acontecendo. Ela viu o pai morto na calçada e chamou por ajuda.

 

Alguns minutos depois, as viaturas da Polícia Militar chegaram até o endereço e isolaram a área até a chegada da Perícia Técnica e do delegado Rodolfo Carlos de Oliveira, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). Os peritos encontraram cápsulas de um projétil de calibre ainda desconhecido. Os objetos foram apreendidos e passariam por uma perícia mais detalhada.

 

O celular do capoeirista também foi apreendido e será periciado. A partir de agora, a Polícia Civil quer saber quais foram os últimos contatos feitos pelo rapaz antes de ser assassinado.

 

Segundo apurou a reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL, Everaldo tinha duas filhas, a mais velha de 21 anos de idade. Ele era separado da esposa, mas mantinha um bom relacionamento com ela, mesmo depois do término da relação. A mulher foi até o local do assassinato depois que ficou sabendo de tudo o que aconteceu.

 

Amigos e familiares ainda tentam entender o que poderia ter motivado o crime. Everaldo era religioso, não tinha inimigos e sempre foi voltado a praticar atividades à comunidade. Em sua última postagem nas redes sociais, 12 horas antes do crime, ele publicou um vídeo onde participava de um culto religioso em uma igreja evangélica.

 

Até agora, a polícia ainda não tem pistas do suspeito do assassinato. Um inquérito já foi aberto para dar andamento às investigações. O local não conta com imagens de câmeras de segurança, o que pode dificultar o trabalho de apuração. O corpo do capoeirista foi encaminhado para o IML (Instituto Médico Legal), onde passou por exame necroscópico. O laudo deverá sair em até 30 dias.

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