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Policiais civis de toda a região e especialistas em investigação de crimes cibernéticos participaram durante toda a terça-feira (11) do primeiro seminário “Polícia Civil e Tecnologia”, que teve como objetivo combater esse tipo de crime que avança rapidamente, inclusive na região de Araçatuba. O evento contou com a participação de um representante da Microsoft, da TIM e da Embaixada dos Estados Unidos.

No total, aproximadamente cem policiais das regiões de Araçatuba, Presidente Prudente e São José do Rio Preto assistiram às palestras. O advogado para crimes digitais da empresa Microsoft, Bruno Miranda Antonio, abriu o seminário. Ele falou sobre a investigação no âmbito digital sob a perspectiva do provedor de serviços.

Em seguida foi a vez de Rodolfo Comar, supervisor de operações do relacionamento com órgãos públicos da TIM, empresa de telefonia celular. Já o terceiro palestrante foi Aristides Moura, investigador da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília. Ele falou sobre a importância da parceria entre governo e organizações não governamentais para investigar casos de abuso e exploração sexual infantil. Por último, os policiais civis do Cipol/Araçatuba e UIP/Rio Preto Hericson dos Santos e Jorge André Domingues Barreto expuseram suas experiências apresentando as plataformas de investigação de casos de abuso e exploração sexual infantil na internet.

Também compuseram a mesa a vice-prefeita de Araçatuba, Edna Flor, o juiz de direito Emerson Sumariva Junior, que também é titular da 3ª Vara Criminal e diretor da Região Administrativa Judiciária (RAJ), o delegado divisionário de polícia da administração policial do Deinter 10, Carlos Antonio Mendonça Casati, o delegado da Seccional de Andradina José Astolfo Junior e o vereador Jaime José da Silva.

OPERAÇÕES

O seminário ocorreu em meio á deflagração, principalmente neste ano, da maior operação contra a pornografia infantil realizada no Brasil, a “Luz na Infância”. Foram cumpridos aproximadamente 500 mandados de busca e apreensão em todos os estados brasileiros e também no Distrito Federal. No total, 251 pessoas foram presas, algumas delas na região de Araçatuba. Os trabalhos contaram com técnicas de investigação trazidas dos Estados Unidos.

Para o delegado Carlos Antonio Mendonça Casati, os crimes cibernéticos demandam tempo e uma complexidade nas investigações. “Por isso, é muito importante essa troca de experiência com os nossos policiais para que os mesmos tenham esse conhecimento e possam atuar de maneira direta combatendo esse tipo de crime”, destacou em entrevista à reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL.

Outro crime que chocou a região e estava ligado diretamente à internet foi a morte de uma jovem de 27 anos moradora em Penápolis. O autor, André Luiz Gil Garcia, de 29, participava de grupos que pregavam ódio aos negros, às mulheres e aos homossexuais. Em junho deste ano, ele anunciou em um desses grupos que cometeria suicídio e foi incentivado a matar alguém antes de tirar a própria vida. Os computadores do jovem foram apreendidos após o crime e ainda estão em poder da polícia.

Segundo a delegada dirigente da Unidade de Ensino e Pesquisa de Araçatuba e do Deinter 10, Ana Lúcia de Souza Ghaname, os crimes na rede mundial de computadores, atualmente, não ficam no anonimato. “Cada vez mais a Polícia Civil se apodera de ferramentas para tentar inibir esse tipo de crime na região. Contamos com uma estrutura que possibilita a comunicação entre diversas entidades, inclusive internacionais, que repassam essas informações às nossas equipes”, complementou.


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