Plantão Policial

Polícia Civil conclui inquérito de homem que estuprava a filha

Após 15 dias de investigações, a Polícia Civil de Guararapes concluiu o inquérito que investiga um homem de 60 anos suspeito de abusar sexualmente da filha, de 26, há pelo menos sete anos. Agora, o caso vai parar nas mãos do Ministério Público.

De acordo com informações apuradas pela reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL, o delegado responsável pelo caso, Juliano Albuquerque Goes, entendeu que houve o crime de estupro contra a vítima. Ao longo das apurações, ele ouviu o depoimento da declarante, de novas testemunhas e tentou interrogar o acusado, mas o mesmo se negou a responder os questionamentos, dizendo que só iria respondê-los diante do juiz.

Além disso, a polícia também teve acesso a um vídeo gravado pela vítima em uma das tantas noites que era estuprada pelo pai. O delegado remeteu o inquérito ao Ministério Público, que a partir de agora terá cinco dias para fazer a análise e decidir se oferece denúncia à Justiça contra o autor. Em caso positivo, o mesmo torna-se réu. O homem continua preso preventivamente desde o último dia 20 de novembro, quando foi detido no escritório do advogado de defesa.

CASO

Segundo a vítima, os abusos aconteciam há pelo menos sete anos, depois da morte da mãe. Ela decidiu denunciar o pai depois que colegas de trabalho perceberam algo incomum na relação dela com o genitor, que também trabalhava no mesmo centro de reciclagem.

Foi, então, que uma amiga da declarante a pressionou para saber se acontecia algo de errado e a mesma acabou confessando que desde que a mãe morreu, quando tinha 19 anos de idade, os abusos começaram. O investigado forçava o ato sexual, caso contrário dizia que mataria a filha e depois se suicidaria. Os estupros ocorriam de duas a três vezes na semana.

Nos primeiros dias, a Justiça negou o pedido de prisão, mas concedeu uma medida protetiva à mulher, que foi descumprida pelo autor, que passou a fazer novas ameaças.

Após sete dias desde que o caso foi à tona, a Polícia Civil solicitou novo mandado de prisão à Justiça, que foi aceito. O surgimento do vídeo foi primordial para que a prisão ocorresse.  Na gravação, a jovem chora e implora para que o pai não cometa o ato, mas é em vão. Ele chega a sorrir da situação.

Segundo a jovem, antes da mãe dela morrer o pai nunca apresentou tal comportamento, mas já era agressivo, principalmente com a genitora. A declarante já chegou a presenciar agressões sofridas pela mãe. Ainda segundo a polícia, o suspeito já tem passagens criminais por maus-tratos contra outro filho anos atrás.

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