Plantão Policial

Até canhão de luz é utilizado para prevenir cidade de ser atacada por facção

Uma cidade cercada e que há dias registra grande movimentação policial. Até canhão de luz contra um possível ataque aéreo foi instalado no município que abriga os principais líderes de uma facção criminosa que age dentro e fora dos presídios do Brasil, inclusive o chefe Marcos Willians Herbas Camacho,  o ‘Marcola’. Presidente Venceslau, localizada a 231 quilômetros de distância de Araçatuba tem vivenciado dias atípicos.

Nesta semana, o juiz de direito Paulo Sorci, da 5ª Vara das Execuções Criminais de São Paulo, determinou a transferência imediata de sete integrantes da cúpula da organização criminosa para um presídio federal. O prazo para que o procedimento seja realizado é de 360 dias. Os detentos são: Claudio Babara da Silva, Célio Marcelo da Silva, José de Arimatéia Pereira Faria Carvalho, Cristiano Dias Gangi, Reginaldo do Nascimento, Almir Rodrigues Ferreira e Rogério Araújo Taschini.

Os sete são envolvidos na Operação Echelon, investigação iniciada a partir de bilhetes recolhidos na rede de esgoto da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau que mostrava a atuação da facção em outros estados e países. Ela foi deflagrada em junho e teve mais de 60 presos em 14 estados.

 

Na decisão, o juiz ordenou. “Determino as providências necessárias para a inclusão e transferência do detento para estabelecimento penal federal de segurança máxima, pelo prazo de 360 (trezentos e sessenta) dias, no interesse do sistema penitenciário e da segurança pública do Estado de São Paulo, ambos comprometidos com a presença do condenado”.

 

PLANO DE RESGATE

Após a descoberta de plano de resgate dos chefões da facção, a segurança na cidade e, principalmente, nas imediações da penitenciária 2 de Venceslau tem sido reforçada nos últimos dias. O bloqueio do aeroporto ocorre legalmente desde 10 de outubro por determinação da Justiça e conta também com uso de veículos usados espalhados pela pista, justamente para evitar aterrisagens no campo.

Uma das suspeitas da polícia envolve até mesmo a possível utilização de um jatinho para levar Marcola para o exterior. Além disso, canhões de luz instalados nos pontos mais altos da muralha podem ser vistos por quem passa por ali durante a noite.

A segurança por terra também foi reforçada. Atiradores de elite estão espalhados pela zona rural. São homens do batalhão de choque do COE (Operações Especiais) que utilizam uniformes camuflados.

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