Personagens do Cruzeiro em duelos contra Grêmio lembram classificações e títulos

Cruzeiro e Grêmio, os dois times mais copeiros do Brasil, estarão frente a frente nesta quarta-feira, a partir de 21h45, no Mineirão, pelo jogo de volta da semifinal da Copa do Brasil. A vantagem é do time gaúcho, que ganhou por 1 a 0, em Porto Alegre, e pode empatar ou até perder por um gol de diferença, desde que balance a rede. Para conquistar a vaga, a Raposa tem de vencer por dois gols de vantagem. Vitória por 1 a 0 leva a decisão será nos pênaltis. Para o otimismo da torcida, o Cruzeiro tem a ampla superioridade em retrospectos contra o Tricolor em decisões, como relembram os ídolos celestes.

Será a sexta vez que as duas equipes se encontram numa fase decisiva de mata-mata A história da rivalidade começou em 1966, quando eles se enfrentaram pelas quartas de final da Taça Brasil (0 a 0 no Sul e vitória celeste por 2 a 1 em BH), naquele que seria o primeiro título nacional do Cruzeiro. Um dos personagens do confronto foi Dirceu Lopes, o dono da camisa 10: “Fomos jogar contra o Grêmio, mas não tínhamos qualquer referência sobre o eles e nem eles da gente. O futebol mineiro era regional, assim como o gaúcho. O que existia era Rio e São Paulo, que a gente sabia pelas revistas e jornais”.

Dirceu lembra que o primeiro jogo foi mais complicado do que o esperado pelo grupo: “Eles eram carne de pescoço. O futebol gaúcho é uma escola de marcação. Bem diferente da nossa, de toque de bola. Não levamos gol e aqui, com o Mineirão lotado, jogamos bem e conseguimos nos impor. Mas foi uma vitória apertada”.

Em 1993, os duelos foram pela final da Copa do Brasil. O roteiro se repetiu, com o empate sem gols em Porto Alegre e triunfo da Raposa no Mineirão por 2 a 1. Roberto Gaúcho e Cleisson marcaram. “Foi o gol mais importante de minha carreira. Valeu o título”, conta Cleisson.

Em 1997, pela Libertadores, Cruzeiro e Grêmio se encontram nas quartas de final. No Mineirão, 2 a 0 para o Cruzeiro. Na volta, Grêmio 2 a 1. O gol que valeu a passagem cruzeirense à semifinal foi marcado pelo volante Fabinho. “Fizemos 1 a 0 no início do segundo tempo. Eu me machuquei, mas permaneci em campo. O jogo estava quente. Quem ia entrar no meu lugar era o Gelson Baresi, zagueiro. Decidi que só sairia quando a bola estivesse fora de campo, mas ela não saía. Mesmo machucado, tirei duas bolas de carrinho. Foi a substituição acontecer e o Cruzeiro sofrer dois gols. Mas o time aguentou firma. Foi nossa arrancada para o título”, comenta.

Fabinho jogou dois anos no Grêmio antes vir para o Cruzeiro, mas diz que seu coração é cinco estrelas: “Torço pelo clube onde minha história é grande. No Cruzeiro,  vivi os melhores momentos da carreira, as maiores conquistas. Sei que será muito difícil, mas acredito que com o Mineirão lotado vai dar Cruzeiro”.

O vencedor do duelo no Mineirão pegará, na decisão, o vencedor de Flamengo x Botafogo. Os dois jogam também às 21h45, no Maracanã, e quem vencer leva a vaga, já que a partida de ida terminou empatada sem gols.

Da Redação

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