CUIDADOS - Crianças precisão de tempo para entender o que está acontecendo

Balanço do primeiro dia de aulas híbridas é positivo e traz aprendizagens rede municipal

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DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

A segunda-feira foi de alegria, mas também de muita reflexão para todos os profissionais da educação que voltaram após um ano, devido à pandemia, com as aulas presenciais no município de Três Lagoas.

Segundo a secretária de Educação e Cultura, Angela Brito, das 10 Unidades que visitou ao longo da segunda-feira (foram visitadas 18 unidades junto com a equipe técnica), “pude encontrar em todas as unidades funcionários e professores preparados para receber as crianças com número bastante reduzido, mas ao mesmo tempo vi alegria e uma certa melancolia por parte das crianças, não entendendo o que estava acontecendo diante de todas as mudanças que tiveram que ser feitas diante da nossa atual realidade”, disse.

Angela disse perceber dificuldade de localização do tempo principalmente nas crianças menores do 1º e 2º anos que precisam estar na escola, porque é a fase de alfabetização. “Então, percebi ao conversar com as crianças a dúvida e o porquê não era a mesma professora do ano passado. Então, deu para perceber que estas crianças ainda não se localizaram no tempo, então essa é uma questão bastante difícil que vamos encontrar para que a gente trabalhe neste mês com essas noções básicas de tempo e mais atividades que envolvam o emocional delas”, explicou.

 

NOVO APRENDIZADO

Angela explicou que o novo espaço e as novas regras geram angústia por parte dos professores e profissionais que terão que se readequar à esta nova realidade. “Tudo é muito novo para todos nós. Trabalhar com criança pequena sem ter que tocar tem gerado uma angustia nos nossos professores e professoras. É um novo aprendizado porque as crianças vêm para abraçar e não pode abraçar”, disse.

A lição que a secretária disse tirar deste primeiro dia é que a volta as aulas precisam acontecer. “Essa volta devagar, de forma gradativa e responsável, teria que acontecer. Porque se fizéssemos isso com toda a turma seria um grande problema. Por isso acreditamos que estamos no caminho certo”, disse.

 

MUITO APRENDIZADO

Diante da experiência, Angela já decidiu que durante todo este mês os alunos voltem gradativamente, ou seja, sem tumulto. “O momento atual pede isso, uma volta sem muitas crianças na sala para que a gente possa cuidar destas crianças e entender o que está acontecendo com a cabecinha delas neste momento”, disse. Na próxima quinta-feira as escolas se reunirão para ver como foi essa semana e o que precisa ser aprimorado para a semana seguinte.

“Este é um momento de muito aprendizado para todos nós. Senti a angústia dos professores com a apatia das crianças olhando ao redor tentando entender o que aconteceu. Mesmo nessa condição, emocionalmente abalados, os professores buscaram atender de forma afetiva essas crianças. Hoje vivemos um misto de alegria e esperança de que estamos no caminho certo”, finalizou a secretária.

 


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