CAUSADOR - Picada do mosquito aedes aegypti é a causa da dengue

Araçatuba e Birigui têm mais de 1.700 casos de dengue no ano

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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Os casos de dengue seguem sendo uma preocupação nos municípios da região. Araçatuba e Birigui, por exemplo, juntas, já contabilizaram mais de 1.700 casos de dengue desde o começo de 2021 até esta última semana. Houve registro de uma morte no mês passado em Araçatuba relacionada à doença causada pelo mosquito aedes aegypti.

Em Araçatuba, dados da vigilância epidemiológica mostram que a cidade teve, até agora, 1.161 casos de dengue até esta sexta-feira (16). O mês com o maior número de ocorrências foi maio, quando 358 casos positivos foram registrados.

Curiosamente, por causa da falta de chuvas, os meses considerados mais quentes e úmidos, como janeiro e fevereiro, tiveram números baixos. Janeiro teve apenas 36 ocorrências, enquanto fevereiro registrou um aumento, mas ainda sim o número foi mais baixo do que nos meses seguintes, com 116 casos.

O mês de junho teve 151 pessoas que contraíram a dengue após a picada do mosquito aedes aegypti e foi o mês em que foi registrada a primeira e, até então, única morte no município desde maio de 2019. Uma mulher, de 45 anos, moradora no Jardim Nova York, que havia contraído a doença em abril, teve complicações que evoluíram para a Síndrome de guillain-barré, e ela acabou não resistindo, indo a óbito no dia 4 de junho.

O mês de julho teve até aqui 20 casos de dengue até o último dia 16. O bairro com o maior número de infecções por dengue no ano até o momento é o Umuarama, na zona leste do município, que já teve 83 pessoas infectadas.

Até o momento, com 1161 ocorrências, número que é 48% do que foi registrado em todo o ano de 2020, quando 2.380 pessoas foram infectadas ao longo dos 12 meses. No ano passado, porém, a doença não causou nenhuma morte.

Já em Birigui, a situação é diferente. Na comparação com o ano passado, os casos de dengue neste ano já estão chegando próximos dos números registrados ao longo de todo 2020.

De acordo com dados da vigilância epidemiológica do município divulgados na última terça-feira (13), Birigui estava com 546 casos positivos da doença, o que já representa 87% de todas as ocorrências observadas em 2020, quando o município teve 626 pessoas picadas pelo mosquito aedes aegypti. A cidade não teve mortes pela doença em nenhum dos dois anos comparados.

Combate

Além das medidas básicas para evitar o acúmulo de água parada, alguns cuidados com a limpeza são fundamentais para combater a proliferação da dengue e de outras doenças transmitidas pelo mosquito aedes aegypti, como a zika e a chikungunya.

Redobrar os cuidados com ralos, descarte do lixo e a limpeza de calhas e de telhas são fundamentais para evitar o surgimento de novos criadouros.

Se os ralos da casa não possuem sistema para vedação, o recomendável é a instalação de telas. O mosquito gosta de lugares escuros e úmidos para se proliferar, por isso, os ralos são lugares ideais.

Outra dica é descarte do lixo corretamente e em horários próximos à coleta de lixo.

 

Três Lagoas quase alcança casos de Araçatuba e Birigui no ano

O município de Três Lagoas tem registrado maiores problemas com a dengue nos últimos meses. Desde o ano passado, o município de aproximadamente 123 mil habitantes, segundo o IBGE, vem registrando mais casos de dengue do que Birigui, município de igual porte populacional, e Araçatuba, que possui uma população 38% superior.

Em 2020, a cidade fechou o ano com 2.871 casos positivos de dengue, principalmente por causa de um surto da doença entre fevereiro e março, quando foram registrados 87% dos casos do ano, sendo 1.491 em fevereiro e 1.035 em março.

O número é maior do que os 626 casos de Birigui e do que o 2.380 de Araçatuba em igual período, de janeiro a dezembro do ano passado.

Já neste ano, até o último dia 13 de julho, foram registrados 1.664 casos positivos de dengue. Desta vez, o pico de casos se espalhou entre fevereiro, março e abril, mas com números menores que no ano passado. Fevereiro teve 802 notificações positivas, março teve 965 e abril 672.

 

Andradina registrou mais em três meses do que Lins em todo o ano

Somente nos três primeiros meses do ano de 2021, Andradina havia registrado 595 casos de dengue, número mais de 50% maior do que os 1.182 casos registrados em todo o ano de 2020.

Os bairros São Joaquim e Europa foram os mais afetados no primeiro trimestre. De acordo com a administração, o número de terrenos sujos pode ter sido o responsável por este surto no começo do ano.

Em Lins, a incidência de casos está mais baixa no meio do ano, de acordo com informações da prefeitura.

O ano de 2021, teve até o momento, 320 casos confirmados como positivos para a doença no município, sendo que a maior incidência ocorreu em bairros como Junqueira, Bom Viver, Ulisses Guimarães, Alto da Boa Vista, Ribeiro e Centro.

Outros bairros mais afetados com doença foram Henrique Bertim, Manabu Mabe, Tangara e Teissuke Kumassaka.

 

COMABTE – Trabalhos de nebulização e visita às casas são medidas usualmente tomadas pelos municípios


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