Compartilhe esta notícia!

DA REDAÇÃO – TRÊS LAGOAS

Com o avanço do coronavírus no Brasil desde março, governo federal, estados, prefeituras, hospitais e até empresas privadas correm ao mercado para compra de produtos básicos para a luta contra o vírus. Porém, em meio à busca constante por máscaras e outros produtos, surgem empresários de má fé. Foi o que aconteceu em Três Lagoas. No entanto, o prefeito Angelo Guerreiro determinou a devolução da primeira remessa de um total de 500 mil máscaras que havia comprado. O produto estava fora das especificações técnicas. O investimento era da ordem de R$ 1,5 milhão.

Segundo o prefeito de Três Lagoas, que foi pessoalmente ao almoxarifado da saúde para constatar a irregularidade após ser alertado por sua equipe, o fato pode estar ocorrendo em todo o país diante da crescente demanda por produtos usados no combate ao coronavírus. “Todos os gestores do país vivem o mesmo problema. A angústia para que consigamos, termos condições de oferecer os materiais aos nossos profissionais da saúde”, disse Guerreiro. De acordo com o prefeito, diariamente acompanha pelos jornais a falsificação de materiais. “Na licitação é um produto e na entrega é outro. É o que estamos acompanhando”, disse o prefeito Guerreiro, recomendando aos gestores e fiscais de contratos que analisem todos os produtos ao receberem em suas cidades.

No caso específico, Guerreiro mostrou-se revoltado com a compra de 500 mil máscaras cirúrgicas para uso nas unidades básicas de saúde e pelos profissionais que estão na linha de frente ao combate do covid-19. Segundo o prefeito, a exigência era de máscaras com proteção tripla. No entanto, a empresa entregou máscara simples, com uma proteção. “Estamos devolvendo este produto”, afirmou o prefeito. Nada foi pago à empresa.

“Quantos de vocês compraram um produto de melhor qualidade. Pagaram mais caro e receberam essa porcaria. Fiquem de olho”, finalizou o prefeito Angelo Guerreiro.


Compartilhe esta notícia!