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Índice de infestação do Aedes mostra que município continua em situação de alerta

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DA REDAÇÃO – TRÊS LAGOAS

Índice de infestação do Aedes mostra que município continua em situação de alerta

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Três Lagoas, por meio da equipe de Endemias e Controle de Vetores, setor da Diretoria de Vigilância em Saúde e Saneamento, publicou o primeiro Levantamento Rápido de Infestação pelo Aedes aegypti – Lira de 2020, nesta segunda-feira (13).

Pelo levantamento divulgado, o Índice de Infestação Predial (IIP) de janeiro é de 2,9%. Isso quer dizer que, segundo critérios de avaliação, adotados pelo Ministério da Saúde, quando o extrato do Lira identifica de uma a três casas infestadas a cada 100 imóveis pesquisados, o índice é avaliado como sendo uma situação de alerta. O risco de surto existe quando o índice de infestação do Aedes aegypti é igual ou superior a 4%.

Como consta no último LIRA, as equipes de Agentes de Endemias visitaram 2,7 mil imóveis e desse total visitado, foram encontrados 130 depósitos positivos em 79 dos imóveis que possuíam focos do vetor. Ou seja, em alguns imóveis foram encontrados mais do que um foco criadouro do Aedes.

 

BAIRROS MAIS INFESTADOS

 

Os altos índices de infestação do Aedes aegypti estão principalmente nos seguintes bairros: Jardim Dourados (22,7%); Alto da Boa Vista (16,1%); Distrito Industrial (14,3%); Santa Luzia (12,4%); Santa Terezinha (11,8%); Jardim das Acácias (9,7%); Vila Piloto (9,1%); e Santa Rita (8,8%).

Quanto aos tipos de depósitos, como revela o primeiro Lira de 2020, continuam sendo os recipientes de plástico e latas, jogados e abandonados em pequenos depósitos de lixo, dentro das residências e quintais das casas. Na sua maioria são pequenos depósitos móveis, ou seja, tampinhas de garrafas de plástico, sacolinhas de plástico de supermercados e outros.

Os bueiros, como também foi constatado pelos Agentes de Endemias, continuam sendo depósitos de armazenamento de água parada e perigosos focos criadouros do Aedes aegypti.

 

PROMOÇÃO DA SAÚDE

Para fazer frente aos altos índices de infestação do Aedes aegypti, a equipe de Promoção da Saúde iniciou também nesta segunda-feira (13) uma ação educativa, junto à população.

São faixas sobre a importância do combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da Dengue, Chikungunya,  Zika vírus e Febre Amarela, fixadas em vários pontos urbanos de circulação de pessoas.

A equipe também estará visitando as unidades da rede de Atenção Primária de Saúde (postos dos bairros) para distribuição de banners, folders e cartazes sobre a importância do combate ao mosquito e prevenção de doenças.

Saúde alerta para o aumento do número de casos notificados suspeitos de Dengue

A Vigilância Epidemiológica, por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde e Saneamento, divulgou os primeiros boletins de monitoramento da dengue e da leishmaniose, referentes às duas primeiras semanas epidemiológicas do ano de 2020. De acordo com o boletim, o total acumulado de casos notificados suspeitos é de 154. Foram 54 casos notificados suspeitos na primeira semana e 100 novos casos notificados suspeitos na segunda semana de 2020.

Feitos os devidos ajustes no monitoramento da Dengue, a Vigilância Epidemiológica de Três Lagoas também informou que 5.817 foi o total de casos notificados suspeitos no ano de 2019. Desse total acumulado de casos notificados suspeitos, 3.706 foram confirmados como casos positivos e 1.989 obtiveram resultado negativo. O restante, ou seja, 150 casos ainda aguardam resultados de exames laboratoriais.

 

LEISHMANIOSE

A equipe de Vigilância Epidemiológica também atualizou as informações sobre o monitoramento da Leishmaniose humana em Três Lagoas, nestas duas primeiras semanas de 2020.

Este ano começou com a notificação de mais um caso positivo de leishmaniose, na segunda semana epidemiológica de 2020. Trata-se de uma mulher de 32 anos de idade, residente no Bairro Colinos. Este caso foi diagnosticado em 20 de outubro de 2019 e a paciente continua em tratamento.

Segundo já foi divulgado, Três Lagoas encerrou 2019 com 173 casos suspeitos notificados de Leishmaniose. Desse total, 10 foram diagnosticados como casos positivos e 163 descartados como negativos. Entre os 10 casos positivos de Leishmaniose de 2019, houve registro de três óbitos, sendo o de uma criança de um ano, em 10 de março; uma mulher de 76 anos, residente no Jardim Planalto, em 14 de setembro; e de um homem de 71 anos de idade, em 18 de novembro, residente no Jardim Capilé.


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