AndradinaAraçatubaCidadesTrês Lagoas

Área destruída por incêndio aumentou 181% na região em 2019

ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA

A exemplo de outras partes do país, a região de Araçatuba, abrangida pelo 20º Grupamento de Bombeiros (GB), com unidades também em, Birigui, Andradina, Penápolis, Ilha Solteira, Pereira Barreto, Buritama, também teve aumento nos casos de incêndio em vegetação. De janeiro a agosto, em comparação ao mesmo período do ano passado, o aumento na área atingida foi de 181%. No entanto, o número de ocorrências foi menor, o que demonstra que áreas mais extensas foram atingidas. Com a longa estiagem baixa umidade relativa do ar e alta temperatura, além de ventos, os incêndios se multiplicam. Diariamente as unidades são mobilizadas para combater incêndio em vegetação. Há também registros de incêndios em residências e estabelecimentos empresariais.
Conforme dados divulgados pelo 20º Grupamento de Bombeiros nessa semana, em toda a região de Araçatuba, de janeiro a agosto de 2017 foram registrados 1.123 ocorrências de incêndio, com 2.264.478 metros quadrados atingidos, o que equivale a uma área de 226 hectares ou 93 alqueires. Já em 2018, no mesmo período foram 1698 ocorrências com 62.275.588 metros quadrados de área atingida, o que representa 6.227 hectares ou 2.573 alqueires. Nesse ano foram registradas 1.024 ocorrências, mas a área destruída foi muito maior, chegando a 175.336.208 metros quadrados, o que representa 17.533 hectares ou 7.245 algueires. Isso equivale, também, a pmais de 29 mil campos de futebol. Portanto, o aumento de área destruída de 2018 para 2019 foi de 181%.
Esse ano foram registrados incêndios de grandes proporções em diversas áreas, exigindo esforço concentrado dos bombeiros e de forças auxiliares para combater o fogo.
Na incêndio mais grave e que durou quase uma semana, foi necessário até mesmo o uso de helicóptero e de uma aeronave de pulverização, contratada emergencialmente pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil. O incêndio foi na última semana de agosto e destruiu extensa área em Castilho, além de pelo menos dois mil hectares no Parque Aguapeí. Só neste incêndio foram destruídos 14 mil hectares, comprometendo a vegetação e matando muitos animais que não conseguiram fugir.
O fogo começou na noite de segunda-feira (26/8) e e só terminou no sábado (31/8). Devido ao tempo seco e ao vento, as chamas se propagaram com rapidez. Durante a manhã de terça (27), as primeiras equipes do Corpo de Bombeiros chegaram até o local para começar o combate. No entanto, o fogo ficou fora de controle e equipes de bombeiros de outras cidades foram acionados, como também de usinas da região.
Um dos maiores problemas para o combate ao fogo foi a dificuldade de acesso a determinados locais. As viaturas não conseguiam entrar na mata e, em alguns pontos, nem mesmo os combatentes, já que o mato era muito alto e havia terrenos com buracos e outros com brejos. Para combater os focos de incêndio nestes pontos foi importante a ação do helicóptero Águia e da aeronave.

CENÁRIO DE DESTRUIÇÃO
Nessa semana, novo incêndio atingiu vegetação em área próxima à nova ponte sobre o Rio Paraná entre os municípios de Castilho (SP) e Três Lagoas (MS). O fogo chegou às margens da BR 262 no trecho paulista e próximo às torres de transmissão de energia gerada na Usina Souza Dias (Jupiá), ameaçando a segurança de usuários da estrada e do sistema elétrico. Os bombeiros foram acionados.

A5 Incêndio Castilho

Comment here