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Reinaldo Azambuja apresenta o Projeto Governo Presente em Três Lagoas

DA REDAÇÃO – TRÊS LAGOAS

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB) trouxe de forma inédita o “governo municipalista”, iniciativa de levar o gabinete para o interior. Em Três Lagoas, durante dois dias (12 e 13), Azambuja vai atender 14 prefeitos da região sul-mato-grossense. Essa é à primeira edição do projeto “Governo Presente” que visa aproximar a administração estadual das prefeituras.
Ontem (12), o governador atendeu prefeitos dos municípios de Inocência, Aparecida do Taboado, Paraíso das Águas, Três Lagoas, Chapadão do Sul, Água Clara e Santa Rita do Pardo. Hoje (13), passarão por atendimento Selvíria, Brasilândia, Paranaíba, Cassilândia, Ribas do Rio Pardo, Bataguassu e Figueirão.
No gabinete montado na sede da Coordenadoria Estadual de Educação, o governador busca descentralizar a gestão estadual. “Há muita demanda das agendas dos prefeitos para nos visitar em Campo Grande e nós entendemos que foi melhor interiorizar o Governo. Começamos com esse projeto (Governo Presente) para ouvirmos quais as prioridades regionais e transformar essas demandas em realizações. Nossa gestão é muito presente nas 79 cidades e o volume de investimentos nessa região ultrapassa R$ 1 bilhão, por isso da importância do Governo estar presente”, ressalta Azambuja.
Demanda Três Lagoas
Para o município de Três Lagoas, o prefeito Angelo Guerreiro (PSDB), protocolou pedido de recursos para pavimentação de uma via paralela que dará acesso ao Hospital Regional, que se encontra em construção. “Esse é o nosso objetivo de virmos até aqui. Se o Angelo está demandando asfalto nessa via paralela ao Hospital é porque ele entende que diminui risco de acidente e cria um fluxo melhor. Nós vamos fazer o possível para atendê-lo”, garante o governador.
O prefeito Guerreiro Justifica. “Colocamos em uma das solicitações ao Governo o asfalto da via de acesso ao Hospital Regional paralela a BR-158 juntamente com a construção de uma rotatória em frente à Unidade Hospitalar. No entanto, temos outros pedidos como parte de recapeamento em bairros e reformas em escolas estaduais”, destaca.
Governo estrega obras
O governador aproveitou a visita e entregou a pavimentação do acesso ao Parque Industrial de Três Lagoas, trecho que liga a área ao aeroporto municipal. A obra é importante porque melhora a estrutura do Parque Industrial, onde trabalham mais de 5 mil pessoas e vai possibilitar a instalação de mais empresas que necessitam dessa estrutura para poder operar.
Além da pavimentação do acesso, foi implantada uma ciclovia, favorecendo o trânsito dos trabalhadores das 55 empresas instaladas no Parque Industrial.
Conforme o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, o Governo do Estado investiu R$ 2.904.400 na obra, recursos do Fadefe (Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Econômico e de Equilíbrio Fiscal do Estado). “Esses recursos são oriundos das empresas de Mato Grosso do Sul, vêm como contrapartida aos incentivos fiscais concedidos, e nós temos utilizado, prioritariamente, para implantar infraestrutura nos núcleos industriais. Agora temos um acesso direto do aeroporto ao núcleo industrial, com ciclovia, beneficiando tanto os trabalhadores quanto a logística”, reforça.
Entrega Hospital Regional
As obras do Hospital Regional de Três Lagoas seguem a todo vapor. A construção teve início no segundo semestre de 2017 e conforme o cronograma, a obra será inaugurada no primeiro trimestre de 2020. “Estamos otimistas que até no mês de março do ano que vem o Hospital Regional esteja concluído. A obra está em fase de acabamento e às vezes tem suas peculiaridades, mas dentro do planejamento os recursos estão disponíveis e tão logo possamos inaugurar equipa-lo e o mais importante colocar em funcionamento”, garante o governador Reinaldo Azambuja.
Rota Bioceânica contemplará Três Lagoas
A Rota Bioceânica é um projeto que pretende criar uma das maiores possibilidades de desenvolvimento ao Centro Oeste brasileiro e Três Lagoas ganhará nesse aspecto, visto que o município é um dos maiores polos exportadores do estado e Brasil (celulose, soja e carne) que demanda o mercado internacional, principalmente aos países asiáticos. “A Rota Bioceânica é justamente a rota que encurta caminho aos países que consomem produtos do Estado. Então, Três Lagoas só tem a ganhar, como também ganhará com a revitalização da malha oeste. O ministro do TCU (Tribunal de Contas), Augusto Nardes, estará em Três Lagoas no próximo dia 24 para visitar fábricas de celulose e a UFN3 já que ele é o ministro relator do projeto da malha paulista, então, ele vem para conhecer a situação do município bem como a possibilidade de investimento em malhas ferroviárias nessa região”, destaca Azambuja.
UFN3
As obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados de Três Lagoas (UFN3) paralisadas desde 2015 é outra demanda que exige olhar atento de lideranças políticas. O governo do Estado esperava que o contrato para a venda da fábrica de fertilizantes inacabada fosse oficializado até agosto. Mas, até agora, o negócio entre a Petrobras e o conglomerado russo Acron não foi assinado. De acordo com o governador, as partes ainda acertam “cláusulas e detalhes burocráticos”. A administração estadual estima que a venda seja fechada em outubro. “A negociação avançou bastante. Estou otimista com a retomada das obras. Três Lagoas será a grande produtora de ureia e sulfato para exportação”, justifica.
Estado de emergência incêndios
Nesta semana o Governo do Estado oficializou pedido de apoio aéreo ao Cenad (Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres) para combate aos incêndios florestais na região do Pantanal, onde ocorre a maioria dos focos. “Realmente a situação é preocupante, decretamos emergência e com isso possibilita a parceria do Governo Federal, Ibama e Exército, com a vinda de aeronaves no combate aos incêndios e vigilância total. O cidadão também tem que ter o devido cuidado com a baixa umidade do ar o que prejudica a saúde”, ressalta Reinaldo Azambuja.
Rota do fogo
Sobrevoo com duração de seis horas, realizado por militares do Corpo de Bombeiros, revelou a extensão e gravidade dos focos de incêndios na região do Pantanal abrangendo os municípios de Aquidauana, Miranda e Corumbá.

 

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