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Casos de sarampo avançam na região e começa a falta vacina

ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA

Em setembro de 2016 o Brasil comemorou o reconhecimento, por meio de certificado entregue pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), área livre do sarampo. Porém, três anos depois, a situação é completamente diferente. Até o dia 31 de agosto, o país tinha 2.753 casos, sendo que 98% concentram-se em São Paulo. A doença chegou também às regiões de Lins, Araçatuba, Andradina e Três Lagoas (MS). No entanto, o mais grave é que em várias cidades está faltando vacina. E o pior, não há data para chegar.
De acordo com o Ministério da Saúde, de 9 de junho até 31 de agosto, 2.753 casos de sarampo foram confirmados no país. No período, houve quatro óbitos, em decorrência da complicação do quadro de saúde dos pacientes, três em São Paulo e um em Pernambuco. Conforme destacou o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, três dos mortos tinham menos de 1 ano de idade.
O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Kleber, apresenta, balanço dos casos de sarampo no país, e novas estratégias de bloqueio da doença a serem adotadas pelos estados. Ao todo, a pasta recebeu a notificação de 20.292 suspeitas da doença, das quais 2.109 foram descartadas. O restante ainda está sob investigação. Os casos confirmados estão concentrados em 13 estados, sendo a maioria, 98,37%, no estado de São Paulo (2.708), seguido do Rio Janeiro (15), Pernambuco (12), Distrito Federal (3), Goiás (1), Paraná (1), Maranhão (1), Rio Grande do Norte (1), Espírito Santo (1), Bahia (1), Sergipe (1), Santa Catarina (7) e Piauí (1).
Doença avança na região com vários casos confirmados
O sarampo está avançando na região com vários casos confirmados e outros ainda esperando resultado dos exames. As áreas de saúde dos municípios estão intensificando as ações de bloqueio.

Araçatuba
Em Araçatuba há três casos autócnes e um importado. Os três casos da cidade são de uma jovem de 18 anos, residente no Bairro Icaraí; um rapaz de 29 anos, residente no Parque Industrial e um adolescente de 12 anos, residente no Jardim Atlântico. O caso importado foi um rapaz de Santos, que veio passar alguns dias na cidade. O segundo e terceiro casos foram confirmados no dia 29 de agosto pelo Laboratório Adolf Lutz. Todas as ações de vigilância em relação aos bloqueios já foram realizadas em ambos os casos.
De acordo com a Secretaria de Comunicação da Prefeitura, no início da semana havia estoque de vacina nas unidades de saúde. Porém, devido ao aumento da demanda, o estoque acabou. O Estado não informou quando deve chegar nova remessa de vacina.
Quanto à cobertura vacinal, na primeira dose Araçatuba chegou dose 95%, na segunda dose a 83%.

ANDRADINA
A Secretaria da Saúde de Andradina disse que chegou a fazer a notificação de um caso, mas que o exame deu negativo. Mesmo assim o trabalho continua sendo. Quanto à vacina, a informação é que o estoque está zerado. Aguarda liberação da Secretaria de Saúde do Estado.

BIRIGUI
Após confirmação do Instituto Adolf Lutz, o Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Birigui confirmou na segunda-feira (2), o primeiro caso positivo de sarampo no município. Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde, I.N., do sexo masculino, de 38 anos, morador do bairro Parque das Paineiras, viajou para a Argentina no dia 2 de agosto, retornando para Birigui no dia 11 de agosto. Após a viagem, I.N. foi atendido no Departamento de Vigilância Epidemiológica de Birigui, apresentando febre, exantema (erupções cutâneas vermelhas) e dor de garganta.
No município a vacinação está sendo feita nas 10 unidades básicas de saúde.

LINS
A Secretaria Municipal de Saúde de Lins, por meio da Divisão de Vigilância Epidemiológica confirmou o primeiro caso de sarampo no município. “Trata-se de uma criança de 2 anos de idade, sabidamente vacinada, que iniciou com os sintomas característicos da doença em 31 de julho e no momento encontra-se bem e fora do período de transmissibilidade. Cabe ressaltar que desde o dia 22 de julho até a presente data, o município registrou a identificação de 10 casos suspeitos do sarampo, sendo um Positivo, quatro negativos e cinco aguardando confirmação laboratorial pelo Instituto Adolfo Lutz de São Paulo”, disse a secretaria por meio de nota, frisando que no caso de suspeita são adotadas medidas profiláticas. A secretaria não informou se tem ou não vacina disponível.

Penápolis
Penápolis tem um caso de sarampo não autóctone confirmado e outros quatro casos em investigação. Em caso confirmado ou suspeito, é realizado o bloqueio vacinal, imunizando todas as pessoas que tiveram contato com o paciente. O Ministério da Saúde e Secretaria de Estado de Saúde estão com um planejamento de distribuição de doses para bloqueio de casos. Não há, no momento, previsão de regularização do abastecimento de doses para a campanha por parte do Ministério. Penápolis, assim como todos os municípios do Brasil, aguarda uma definição para planejar a sua campanha.

TRÊS LAGOAS
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Três Lagoas, por meio da Vigilância Epidemiológica, Setor da Diretoria de Vigilância em Saúde e Saneamento, informou, no início da tarde desta quarta-feira (04), a ocorrência do primeiro caso confirmado de sarampo na cidade. Trata-se de um homem, de 52 anos de idade. Ele esteve recentemente em Jundiaí (SP), onde apresentou os primeiros sintomas de sarampo e retornou a Três Lagoas, cinco dias após o início do “exantema” “Esse período de cinco dias após o início do “exantema” é um período considerado de não transmissibilidade da doença, como explicam as autoridades da Saúde.
São Paulo desenvolve trabalho de vacinação
O Estado de São Paulo segue vacinando contra sarampo bebês com idade entre 6 meses a menores de 12 meses, conforme recomendado pelo Ministério da Saúde. A faixa etária é considerada mais vulnerável a casos graves e óbitos, e representa cerca de 13% do total de casos registrados no estado. A vacina tríplice viral protege contra sarampo, rubéola e caxumba.
A aplicação da chamada “dose zero” visa proteger as crianças e não será contabilizada no calendário nacional de vacinação da criança, ou seja, os pais ou responsáveis também deverão levar as crianças aos postos para receber a tríplice viral aos 12 meses e também aos 15 meses para aplicação do reforço com a tetraviral, que protege também contra varicela.
Os municípios devem ainda seguir realizando ações de bloqueio diante da notificação de casos da doença. Além disso, as pessoas que tiverem dúvidas quanto à imunização adequada podem procurar um posto de vacinação, de preferência com a carteira vacinal, para que um profissional de saúde verifique a necessidade de aplicação da dose.
O Programa Estadual de Imunização prevê que crianças e adultos, com idade entre um ano a 29 anos, devem ter pelo menos duas doses da vacina contra o sarampo. Acima desta faixa, até 59 anos, é preciso ter pelo menos uma dose. Não há indicação para pessoas com mais de 60 anos, pois esse público potencialmente teve contato com o vírus, no passado.

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