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Mais de 150 pessoas ligadas direta ou indiretamente nas ações da Rede de Proteção aos Direitos da Criança e do Adolescente, participaram do primeiro dia do “Encontro Municipal do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora” realizado no anfiteatro da AEMS em Três Lagoas. Este é o primeiro encontro que abordará em dois dias o tema “Desmistificando Paradigmas”.
A Assistente Social e coordenadora do Serviço de Acolhimento Familiar na cidade de Cascavel (PR), desde 2008, Neusa Eli Figueiredo Cerutti, enalteceu a administração Municipal pela iniciativa de levar informação e conhecimento sobre um assunto tão importante para a sociedade.
“Ações como estas demonstram a sensibilidade do prefeito (Angelo Guerreiro), e da secretária (de Assistência Social, Vera Helena), para o assunto e tenho certeza que depois deste movimento as pessoas se sensibilizarão mais para o caso e diminuiremos o problema de não ter família acolhedoras na Cidade”, disse.

EXPERIÊNCIA POSITIVA
Neusa vem de um programa que deu certo em Cascavel. Atualmente o Programa lá conta com cerca de 270 famílias e ela acredita que o envolvimento só deu certo porque as pessoas entenderam e se conscientizaram que é melhor para a criança e adolescente estarem sobre os cuidados de uma família que de um abrigo.
“As pessoas talvez não se envolvam porque não conhecem a vida de uma criança que vive em uma instituição. Todos somos frutos de uma família e nos constituímos como sujeito dentro de uma família e não em abrigo. Se nós precisamos de uma família para ter uma vida tranquila, adequada e uma saúde mental adequada, porque nós defendemos que para o filho do outro o abrigo serve e é bom? E são essas reflexões que estamos trazendo neste evento”, disse.

TRABALHO IMPORTANTE
Para a pedagoga e mãe adotiva, Selma Oliveira, 47, eventos como estes são extremamente importantes para conscientizar a sociedade quanto ao valor de um lar para as crianças e adolescentes
“Eu tenho um filho de cinco anos que a três está comigo e acho essencial esse tipo de serviço, pois preparará a criança para a adoção, dando a oportunidade para ela saber o que é vivenciar o amor; o que é ter uma família sem precisarem ser “soldadinhos” nos abrigos que tem hora para tudo. Com as famílias acolhedoras as crianças e adolescentes participam do dia a dia da família indo ao supermercado e tendo momentos de lazer e isso é muito importante”, disse.
A coordenadora do Programa Família Acolhedora, pedagoga Flávia Amorim, explicou a diferença de uma criança que vive em um abrigo institucional para uma que mora com uma Família Acolhedora.
“Nos acolhimentos institucionais eles tem tudo que eles precisam, não falta nada para eles graças aos esforços do prefeito e da secretária, mas lá eles não têm uma referência que eles terão dentro de uma família. A cada um ano que a criança e adolescente fica em um abrigo institucional ele perde 4 meses do seu desenvolvimento, por isso a importância de um lar”, ressaltou Flávia.

DA REDAÇÃO
Três Lagoas


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