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Campeão mundial de MMA no Japão jogou futebol profissional no Mato Grosso do Sul

DA REDAÇÃO – Araçatuba

O lutador Tom Santos, 34 anos, que no fim da semana passada se sagrou campeão mundial de MMA em Nagoya (Japão), é um multiesportista que foi do futebol profissional ao atletismo, e se encontrou nas artes marciais. Para conquistar o cinturão de MMA (categoria peso leve até 70 kg) da consagrada competição denominada Heat, Tom Santos enfrentou o sul-coreano Rae Yoom Ok, então detendor do troféu. As próximas lutas de Tom Santos será em 14 de abril, que não valerá título, e o badalado Pancrazy, ainda sem data definida, quando defenderá o cinturão.
Nascido em Jequié (BA), criado em Lourdes e Buritama, Tom Santos mora em Araçatuba há dez anos. Ele reveza sua estada na região com temporadas na Ásia, mais precisamente no Japão, onde fica por até três meses para se dedicar às competições de lutas. O duelo contra o sul-coreano durou 25 minutos, já que foram cinco rounds de cinco minutos cada. “Foi uma luta longa, muito difícil porque valia título. E ele é campeão”, afirmou Tom, para completar “mas treinei muito”. Para o desafio a Rae Yoon Ok, o brasileiro passou por uma eliminatória no ano passado em grand prix (GP) com quatro lutadores. Tom e Rae venceram seus adversários e no fim da semana passada de encontraram no tatame.
Nos últimos quatro anos ele tem se revezado entre Araçatuba e região (Buritama, onde dá aulas de artes marciais) e a Ásia. No Japão ele é campeão internacional de kickboxing nas temporadas 2016 e 2017, na categoria até 70 kg/livre. A luta do próximo dia 14 será de kickboxing. Tom Santos diz ter disputado 17 lutas internacionais, das quais venceu 14.
EXÉRCITO
O envolvimento mais sério de Tom Santos com esportes começou em Campo Grande (MS), onde serviu o Exército entre os anos de 2005 e 2008. Lá participou de uma seletiva no Comercial (um dos principais do Mato Grosso do Sul), se profissionalizou e chegou a ser vice-campeão estadual. Ele conta que tinha a permissão do seu comandante para treinar meio período e, assim, jogou nas temporadas 2007 e 2008 nas posições de lateral direito e volante. No futebol era conhecido como Malouda (alusão ao craque nascido na Guiana Francesa e que jogou, entre outros, no Chelsea-ING e Lyon-FRA).
Encerrado o compromisso com o Exército, o futuro campeão mundial voltou para Buritama e foi ganhar a vida como empregado de usina de álcool/açúcar e como vigilante, época em que procurou o técnico José dos Santos Primo, em Araçatuba, para treinar atletismo de velocidade. Entretanto, sentia ter afinidade pelas artes marciais e tentou encontrar uma academia para treinar boxe em 2011, mas achou uma que ensinava muay thai. Tentou e se deu bem, pois em pouco tempo foi para uma luta oficial, venceu, ganhou confiança e não parou mais.
Motivado pelo muay thai, passou a treinar boxe, jiu-jitsu, judô e kickboxing, modalidades que o levaram às competições de MMA. Tom Santos admite que hoje “está colhendo” o que plantou, mas que até há pouco tempo tinha de “ralar” para conseguir dinheiro para suas viagens ao Japão. A luta do dia 14 de abril, por exemplo, ele admite que é para ganhar dinheiro, já que não vale título. O campeão é casado com Evelyn e tem um filho de quatro anos chamado Arthur.B3 TOM SANTOS_LUTA.jpg

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