Três Lagoas

Obra de recuperação da BR 262 não tem prazo para ser retomada

A obra de restauração da BR 262 entre Três Lagoas e Campo Grande está paralisada desde novembro do ano passado. Falta dinheiro para continuidade dos serviços. A esperança é de que a partir de março, com novo orçamento da União, seja possível a retomada da obra, mas não há prazo previsto, pois mesmo com a liberação de recursos, o que ainda não está garantido, o consórcio Ethos-Pavidez-Spazio precisará de tempo para reinstalar canteiro de obras e mobilizar equipes e equipamentos. Enquanto isso, os usuários sofrem as consquências, pois a rodovia tem problemas em vários trechos. Os problemas são agravados no período chuvoso.
A ordem de serviço para execução da obra foi assinada no dia 23 de agosto do ano passado, em plena campanha eleitoral, com a presença do então ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Marun e de várias autoridades. Foi montado um cenário com vários equipamentos, deixando claro que a obra teria início imediato. Porém, três meses depois, após o segundo turno das eleições, a obra foi paralisada. A princípio a desculpa foi o período chuvoso, mas depois ficou claro que não tinha dinheiro. A obra está orçada em aproximadamente R$ 150 milhões. Há também questionamentos em relação ao custo da obra, o que pode retardar ainda mais a retomada.
A BR 262 é a ligação entre Três Lagoas, a cidade que mais cresce em Mato Grosso do Sul e a capital do estado, Campo Grande. Além disso, é um dos principais eixos de desenvolvimento devido às várias em empresas instaladas em Três Lagoas e outras cidades, como Água Clara. A falta de manutenção inibe novos empreendimentos e aumenta o número de acidentes, com muitas vítimas.

OBRA
As obras estão projetadas do trevo para Santa Rita do Pardo – do Km 4 ao Km 8,94 (pista dupla) e do Km 8,94 ao 191,10 (pista simples), num total de 191,04 quilômetros. Além da recuperação da camada asfáltica, serão construídos acostamentos e mais 32 quilômetros de terceiras faixas em determinados pontos estartégicos para facilitar a ultrapassagem, pois é comum o trânsito de bitrens neste trecho.

REALIDADE
Depois de três meses da paralisação, a situação é cada vez mais preocupante. A reportagem do Sistema Regional de Comunicação passou pelo trecho recentemente e constatou a precariedade da rodovia, além dos riscos permanentes de acidentes por conta dos buracos e abusos de alguns condutores.

DA REDAÇÃO
Três Lagoas

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