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Serviço Agrícola e Pecuário do Chile abre mercado para a carne bovina de todo o Estado do Mato Grosso do Sul

DA REDAÇÃO – TRÊS LAGOAS

O Serviço Agrícola e Pecuário do Chile (SAG, na sigla em espanhol) comunicou ao Brasil a habilitação integral do estado do Mato Grosso Sul para exportar carne bovina congelada e in natura. Assim, o Brasil termina o ano com mais uma conquista importante para Defesa Sanitária Animal e pecuária nacional.
Em 2010, quando o estado de Tocantins e parte do estado do Mato Grosso do Sul foram habilitados a exportar carne bovina in natura para o Chile, a autoridade sanitária chilena excluiu a área que envolvia os municípios Antônio João, Aral Moreira, Bela Vista, Caracol, Coronel Sapucaia, Paranhos, Ponta Porã, Porto Murtinho, Sete Quedas, Japorã, Corumbá e Mundo Novo. Delimitada por uma linha paralela situada a 15 Km da fronteira daquele estado com o Paraguai e a Bolívia, a área fazia parte da antiga Zona de Alta Vigilância (ZAV) implantada em 2008, em função de focos de febre aftosa registrados na região em 2005 e 2006.
No final de agosto deste ano, uma missão veterinária chilena avaliou o serviço veterinário oficial brasileiro e buscou informações sobre a vigilância para febre aftosa no país. O relatório da missão foi favorável e garantiu esta abertura de mercado.
Segundo a diretora substituta do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Judi da Nóbrega, “acabaram os impeditivos à exportação de carne bovina in natura de animais daquela área, além de todas as demais restrições para movimentação de animais susceptíveis à aftosa daquela área para outras partes do país. A nova condição deverá valorizar os animais da região e impulsionar o seu comércio, favorecendo à pecuária regional”.
O governo do Chile reconheceu o estado de Mato Grosso do Sul como área livre de febre aftosa e, com isso, amplia a possibilidade de mercado daquele país para a compra de carne bovina produzida em qualquer região sul-mato-grossense, sem qualquer tipo de restrição.

GOVERNO
“Nós já esperávamos por essa medida após a assinatura do acordo de livre comércio entre o Brasil e o Chile. É mais uma conquista para a pecuária sul-mato-grossense. Ela beneficia principalmente a produção dos municípios da nossa região de fronteira, que hoje tem um rebanho aproximado de 350 mil cabeças”, comenta o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck.
“Essa ampliação do mercado chileno para a pecuária de Mato Grosso do Sul beneficia nossas exportações. Hoje, o Chile representa 17% das vendas externas de carne bovina”, lembra o titular da pasta. O Chile está entre os 10 principais destinos das exportações de Mato Grosso do Sul, ocupando o 6º lugar no acumulado de janeiro a novembro deste ano.
Nos últimos quatro anos, as exportações de Carnes desossadas de bovino, frescas ou refrigeradas e Carnes desossadas de bovino, congeladas de Mato Grosso do Sul para o Chile aumentaram 103%, saindo de 13.075 toneladas em 2015, para 26.549 toneladas em 2018.

 

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