Três Lagoas

MARIA FUMAÇA FICA EM TRÊS LAGOAS

Símbolo histórico do município, a locomotiva a vapor, conhecida por “Maria Fumaça” é oficialmente patrimônio de Três Lagoas (MS). Na tarde de terça-feira (28), o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) definiu que a máquina fica em Três Lagoas e será repassado ao município. O impasse se deu após a prefeitura de Campo Grande (MS) manifestar interesse na locomotiva.

A confirmação ocorreu durante reunião do prefeito Ângelo Guerreiro na superintendência do Dnit, em Brasília. O prefeito foi acertar detalhes sobre a viabilização de recursos no Ministério das Cidades e tratou sobre os bens móveis da antiga Rede Ferroviária Federal.

Guerreiro esteve no Dnit, acompanhado do Diretor Municipal de Cultura, Rodrigo Fernandes, onde se reuniu com Charles Magno Nogueira Muniz, diretor de infraestrutura ferroviária, Luciano Sacramento, Coordenador Geral de Patrimônios Ferroviário e Luiz Carlos Perotto, chefe de gabinete da Senadora Simone Tebet (MDB), que tem contribuído com as ações em prol do município e interviu junto ao Ministro-Chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marum (MDB), quanto à permanência da locomotiva “Maria Fumaça” em Três Lagoas.

Trataram também sobre o patrimônio ferroviário em Três Lagoas. Novos documentos foram entregues referentes aos bens móveis pertencentes ao espólio da Noroeste do Brasil (NOB). Os documentos levam registros e patrimônios para que, sob a guarda da prefeitura, faça parte dos projetos culturais do município dada à importância dos antigos maquinários que, segundo Rodrigo Fernandes, tem valor cultural imensurável especialmente a parte que trata da caldeira da “Maria Fumaça”.

O Prefeito Ângelo Guerreiro recebeu garantias de que a locomotiva continuará em Três Lagoas. “Vamos fazer toda análise dos maquinários e vagões solicitados, fazer um termo de compromisso e, em seguida, um termo de cessão para Três Lagoas”, destacou Charles Magno, diretor de infraestrutura ferroviária.

DISPUTA
A máquina está parada há cerca de 40 anos no pátio da antiga Noroeste do Brasil (NOB) de Três Lagoas, área central da cidade. Segundo Angelo Guerreiro, agora a administração municipal vai trabalhar para tentar localizar as demais peças que fazem parte dessa locomotiva.

O assunto ganhou destaque após o Dnit manifestar interesse em levar a locomotiva para compor o acervo patrimonial de Campo Grande. No entanto, a Prefeitura de Três Lagoas não permitiu a retirada, sob alegação de que o equipamento faz parte da história da cidade. A intenção da administração municipal é preservar todo o patrimônio da ferrovia e em breve um museu será projetado.

Mariane Martins

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