Compartilhe esta notícia!

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agronegócio (SEMEA), da Prefeitura de Três Lagoas, realizou a audiência pública sobre algumas alterações das Unidades de Conservação do Município.

O evento aconteceu no plenário da Câmara Municipal, reunindo diversas autoridades, professores e alunos de cursos voltados às áreas ambientais, participantes do Projeto Ambiental Papa Óleo e comunidade em geral.

A audiência foi comandada pelo fiscal ambiental da SEMEA, Flávio Fardin, que explanou as alterações de denominação da Reserva Biológica das Capivaras e da área do Parque Natural Municipal do Pombo.

ÁREA MAIOR E INVESTIMENTOS PARA VISITAÇÃO

Conforme ele, o Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (IMASUL) exige audiência pública quando ocorrem mudanças de impacto, como essas. No caso do Parque do Pombo, foi necessário comunicar à sociedade a alteração da área, que em 2013 mais que dobrou o tamanho. Até este ano, o Parque contava com 3,3 mil hectares. A área foi ampliada em mais 4,8 mil, totalizando agora, mais de 8 mil hectares de área preservada. O Parque é cercada pelo Rio Pombo e Córrego Tapera e, atualmente, é o habitat de 127 espécies de aves e aproximadamente 50 espécies, entre anfíbios, répteis e mamíferos.

Além disso, está sendo construído no local, o Complexo Receptivo. Esta obra inclui casa de caseiro e suítes para equipe técnica dos órgãos ambientais e pesquisadores, galpão para equipamentos e o centro de acolhimento ao visitante, contando com anfiteatro e outras salas. Flávio explicou que este centro terá estrutura adequada para receber estudantes, pesquisadores e a sociedade como um todo. Toda obra é feita com recursos de compensação ambiental.

RESERVA BIOLÓGICA DAS CAPIVARAS

Já a Reserva Biológica das Capivaras (próxima a região conhecida como Cascalheira), passa a ser denominado Parque Natural Municipal das Capivaras. Com isso, o local pode receber recursos os quais podem ser investidos na área, em estruturas, trilhas e principalmente em ações de preservação ambiental.

“Esta é uma área de 70,7 hectares com uma vegetação privilegiada, com aproximadamente 90 tipos de plantas e árvores. Também catalogamos uma gama de 87 espécies de animais silvestres, sendo anfíbios, mamíferos e répteis”, completou o palestrante.

Flávio enfatizou que o trabalho realizado nestes locais é um compromisso do poder público com a ecologia da região. “Nem sempre damos o devido valor à riqueza natural que temos em Três Lagoas. Essas áreas de cerrado, com animais, plantas e recursos naturais precisam ser preservadas, respeitadas, reconhecidas e esses valores repassados às futuras gerações”, disse.

Ao final, os participantes interagiram com perguntas sobre o tema. Participaram da mesa de honra, o secretário municipal de governo, Daynler Martins Leonel, o vereador Celso Yamaguti, a bióloga do IMASUL, Patrícia Corsini, fiscal do IMASUL, Randal Dutra, o subtenente da Polícia Militar Ambiental, Antônio Carlos da Silva, o professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Sergio Roberto Posso e o membro do Conselho do Parque do Pombo, Leandro Bortoli de Freitas.

DA REDAÇÃO
Três Lagoas


Compartilhe esta notícia!
Mostrar mais
Carregar mais em Cidades

Veja também

Secretaria pinta ‘capifaixas’ na Lagoa Maior em atenção à preservação das capivaras

Compartilhe esta notícia!DA REDAÇÃO – TRÊS LAGOAS Quem passar pela Circular da Lagoa…