Da Redação – Penápolis
O piloto da aeronave que transportava mais de 400 quilos de pasta base de cocaína, estava incluso na lista da Interpol, Organização Internacional de Polícia, por tráfico de drogas. Ele já havia sido preso outras vezes por transporte de entorpecentes.
Ele e o copiloto presos, suspeitos de transportar mais de 400 quilos de pasta base de cocaína dentro de um avião monomotor em Penápolis (SP), passaram por audiência de custódia na manhã desta terça-feira (17). Segundo o delegado responsável pelo caso, a audiência foi feita por meio de videochamada.
Segundo a Polícia Militar, a abordagem ocorreu ao final do voo que foi monitorado pela equipe, na tarde desta segunda-feira (16). Ao realizar o pouso no aeroporto de Penápolis, o suspeito foi surpreendido pela equipe do helicóptero Águia, que auxiliou na operação até a chegada das equipes da Polícia Rodoviária e Polícia Federal.
Durante a abordagem, o piloto foi questionado e confirmou que receberia dinheiro pelo transporte da droga. A aeronave era proveniente de Aquidauana (MS) e iria para Rio Claro (SP), segundo a polícia. Ela foi apreendida, junto aos demais equipamentos da tripulação. A droga pesada totalizou 435,86 kg.
O Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade do avião estava dentro da data de validade, em situação normal com os registros e com autorização para voo noturno.
Ainda conforme a PM, o copiloto também possui passagens por tráfico de drogas e antecedentes por pensão alimentícia. A ocorrência foi apresentada na Polícia Federal de Araçatuba.
Procurado
O piloto da aeronave teve o nome incluído na lista da Interpol e foi preso na cidade de Prado, no sul da Bahia, em 31 de agosto de 2019, conforme informações da Secretaria de Segurança Pública da Bahia divulgadas à época. Ele ficou preso por quatro anos. Depois, também se envolveu em um acidente aéreo no Acre.
O piloto foi encontrado, em 2019, em um imóvel alugado na Bahia. O traficante chefiava um grupo criminoso que, em abril de 2018, no aeroporto municipal de Carauari, no Amazonas, foi interceptado transportando quase meia tonelada de cocaína em um avião bimotor. Quatro pessoas foram presas na ocasião.
A polícia informou que recebeu uma denúncia informando sobre a atividade suspeita de um avião de pequeno porte, que pousou no local pelo menos quatro vezes. A aeronave não tinha comunicação e pousava no local de forma clandestina.
Ao chegar ao aeroporto, a polícia desconfiou da atividade de dois homens que estavam no local. Dentro da aeronave a polícia apreendeu 13 sacolas com cerca de 30 kg de cocaína pura cada uma. A suspeita da polícia é de que as drogas seriam transportadas para Manaus.
O piloto tinha mandado de prisão por tráfico de entorpecentes e foi incluído na lista da Interpol ainda naquele ano (Com informações do G1).

