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Lins terá os dois vices de prefeito cassado na disputa ao cargo máximo do executivo nas eleições

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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Assim como Birigui e Penápolis, o município de Lins também contará com seis candidatos ao cargo de prefeito nas eleições deste ano. Antes do dia 15 de novembro, porém, a cidade passará por eleições indiretas na Câmara, em 9 de outubro, para decidir quem terminará o atual mandato, iniciado pelo prefeito cassado Edgar de Souza (PSDB) em 2017.

Para a eleição com voto popular serão dois candidatos a mais do que no pleito de 2016, quando quatro chapas concorrem à prefeitura.

O vice-prefeito cassado, Carlos Daher (PSDB) será um dos candidatos e terá como vice José Geraldo Netto Júnior (Podemos). Daher, abertamente, defende a continuidade da gestão do prefeito cassado Edgar de Souza no slogan de sua coligação “A Mudança que não pode parar”.

Daher já começou, inclusive, a sua pré-campanha, publicando informações de suas várias conversas com moradores da cidade todos os dias em suas páginas oficiais na internet.

O vereador Rogério Barros (DEM) tentará ser prefeito de Lins pela primeira vez. Barros foi vice-prefeito por quatro anos, entre 2013 e 2016, na primeira gestão do prefeito cassado Edgar de Souza, elegendo-se vereador da atual legislatura logo depois.

Barros terá Marcelo Muniz, do mesmo partido, como vice, e conta com a maior coligação das eleições com seis partidos: além do DEM, PTB, Cidadania, PSL, PV e Republicanos apoiam a candidatura.

O atual prefeito interino de Lins, Neto Danzi (Solidariedade), que concorre às eleições indiretas da Câmara em 9 de outubro, também busca assumir definitivamente o cargo máximo do executivo linense a partir de 1º de janeiro de 2021. Seu vice será o vereador Dr. Marino Júnior (MDB).

Danzi assumiu a prefeitura linense no último dia 12 de agosto para um mandato tampão após a Justiça Eleitoral cassar os mandatos de Edgar de Souza e Carlos Daher por irregularidades na campanha eleitoral em 2016. Antes disso, Neto Danzi ocupava o cargo de presidente da Câmara Municipal de Lins.

Osvaldir Spadim (Patriota) também vai concorrer ao cargo de prefeito de Lins. Ele participou da disputa eleitoral em 2016, na época pelo então PMDB (atual MDB) e ficou em terceiro lugar, com pouco mais de 1.500 votos.

Spadim é apoiador ferrenho das ideias do presidente Jair Bolsonaro e defende também a volta do voto impresso e o fim das urnas eletrônicas. Ele terá como vice Milton Torres Rodrigues Real.

O delegado de polícia Dr. João Pandolfi (PP) é outro candidato à prefeitura de Lins, tendo como vice o delegado da Polícia Federal André Kodjaoglanian (PSD). Pandolfi faz questão de se declarar opositor da administração do prefeito cassado Edgar de Souza. Em sua página no facebook, um vídeo de agosto deixa claro que ele não quer o apoio de Edgar em sua vida política.

O Partido dos Trabalhadores (PT) também terá sua chapa com candidato ao principal cargo do executivo linense. Américo Tabian Júnior será o cabeça da chapa, tendo Isabel Lúcia Ferreira como vice. Tabian é formado em matemática e engenharia elétrica.

Eleições Indiretas

No dia 9 de outubro, os vereadores da atual legislatura da Câmara Municipal de Lins decidirão quem governará a cidade até o dia 31 de dezembro deste ano. Duas chapas estão inscritas para a disputa.

O atual prefeito interino, Neto Danzi (Solidariedade) tem como vice em sua chama o Dr. Marino Júnior (MDB) e ambos disputarão os 83 dias de cargo no executivo com a chapa do Dr. Akio Matsuura (PSDB) e Damião de Souza (PL). Akio foi secretário municipal da gestão do prefeito cassado Edgar de Souza.

A candidatura de Osvaldir Spadim e Milton Real, ambos pelo Patriota, foi indeferida. Eles entraram com recurso que foi negado nesta última semana pela Mesa Administrativa da Câmara.


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