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DIEGO FERNANDES – LINS

O Centenário de Lins não será como seus moradores esperavam. Por conta da pandemia do novo coronavírus, nenhum evento de comemoração com a presença do público foi marcado no município para celebrar os 100 anos de sua fundação, seguindo recomendações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde para evitar aglomerações.

A partir das 8h de hoje, haverá um hasteamento dos pavilhões que será transmitido para a população através das redes sociais e contará com a presença de algumas poucas autoridades municipais.

Além deste aviso, publicado na última sexta-feira, a única lembrança pelo centenário linense nos canais oficiais do município foi um vídeo relembrando os 53 prefeitos que governaram a cidade, produzido pela equipe de comunicação. Não havia nenhuma menção à data no site oficial, a não ser a logomarca oficial dos 100 anos de Lins.

Um desfile cívico estava marcado para a última sexta-feira à noite na Rua Olavo Bilac, porém o evento foi cancelado após a extensão da quarentena decretada pelo governo estadual.

História

Lins surgiu no cruzamento de uma trilha de índios localizada nas proximidades dos Rios Tietê e Dourado e a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil.

Os trilhos da Estrada de Ferro traziam os homens que cortavam as matas com seu destino já traçado pelo Marechal Rondon, rumo ao Mato Grosso.

A partir de então várias famílias se estabeleceram no território onde fica hoje a cidade, fundando o patrimônio de Santo Antônio do Campestre.

Em 16 de fevereiro de 1908, o Presidente da República, Senhor Afonso Pena, acompanhado do Eng. Conde Paulo de Frontin, visitou a região para proceder a inauguração da 20ª seção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil.

Naquele mesmo dia 16 de fevereiro de 1908, a estação da via férrea, Km 152, recebeu o nome de “Albuquerque Lins” em homenagem ao Presidente da Província.

O coronel Joaquim de Toledo Piza e Almeida e sua esposa se estabeleceram no local em 1913. Foi doada pelo Coronel um terreno ao município de Bauru, anexa à Estação de Albuquerque Lins, para que se estabelecesse o núcleo de uma povoação. Criou-se o Distrito de Albuquerque Lins, transferido em 1914 para o município de Pirajuí.

Em 30 de dezembro de 1913, Carlos Augusto Pereira Guimarães, vice-presidente do Estado, criou o Distrito de Paz de Albuquerque Lins, com sede no povoado da estação do mesmo nome da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil.

Lins nasceu com o nome de Douradinho, também se chamando Campestre, Santo Antonio do Campestre; Albuquerque Lins e, finalmente, Lins.


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