ARNON GOMES – GUAIÇARA

Cerca de 8,6 mil eleitores vão às urnas, neste domingo, escolher o novo prefeito de Guaiçara. Nesta eleição suplementar, a cidade tem três candidatos.
Interinamente à frente do Executivo, Bruno Floriando de Oliveira (DEM) tenta dar continuidade a uma gestão iniciada há quase três meses. O democrata concorre pela coligação “Compromisso com o Povo”, que tem como aliado apenas o PTB. Os petebistas indicaram a vice na chapa, Flávia Ramos Bittencourt Leão Cabral.
Até agosto, ela era a vice-prefeita da cidade. Mas, com a cassação do então prefeito Osvaldo Afonso Costa, o Vadinho (DEM), o registro de candidatura dela na eleição municipal de 2016 foi impugnado. Para a Justiça Eleitoral, Vadinho não poderia ter disputado aquele pleito porque fora condenado devido à rejeição de contas de suas contas no primeiro mandato de prefeito.
Com a cassação do prefeito e vice, Bruno, que era o presidente da Câmara, assumiu o Executivo de forma provisória e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) marcou para hoje a nova eleição para prefeito. A candidatura de Flávia a vice mais uma vez foi possível porque, ao contrário de Vadinho, ele não foi declarada inelegível.
As outras candidaturas são isoladas, ou seja, diferentemente da de Bruno, não resultaram de composição. O PSB lançou o candidato Sergio Aparecido da Silva, que tem como vice seu correligionário Marcelo Pereira Rodrigues.
Já o PSC entrou na corrida eleitoral com o candidato Antonio Paulino, o Tunico da Campo Belo. Seu vice será Adão Aparecido Guimarães de Almeida, do mesmo partido. A chapa, entretanto, tenta reverter decisão judicial que impugnou a candidatura de Tunico. De acordo com a Justiça Eleitoral, ele teve seu registro de candidatura indeferido por falta de documentação exigida. Embora regularmente diligenciado, o candidato deixou de apresentar certidão da Justiça Estadual de 2º grau, juntando apenas o requerimento da certidão a este órgão.
Assim, se o candidato cristão vencer, seus votos só serão validados caso seu recurso seja acatado, situação igual à vivida pelo novo prefeito de Mirandópolis, Everton Sodário (PSL), que tomou posse na última sexta-feira.
Inicialmente, a cidade tinha quatro candidatos. O candidato Elias Cordeiro da Silva (Republicanos) foi impugnado porque o vice na chapa não conseguiu comprovar sua filiação ao PL.
A diplomação do prefeito eleito hoje está marcada para 29 de novembro. Ou seja, o vencedor da eleição suplementar terá pouco mais de um ano de governo.

LEGISLAÇÃO
De acordo com a legislação eleitoral, eleições suplementares ocorrem quando há “decisão que importe o indeferimento do registro, a cassação do diploma ou a perda do mandato de candidato eleito em pleito majoritário”.
O eleitor que não puder votar poderá justificar sua ausência até 26 de dezembro de 2019, por meio de requerimento formulado perante a zona eleitoral da cidade onde estiver.

 

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