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Devido confusão mental, PM que matou em Lins não foi ouvido pela polícia

ANTÔNIO CRISPIM – LINS

O policial militar J.R.P.B., de 20 anos, que está concluindo o curso de formação de soldado na Academia de Polícia de Araçatuba, ainda não foi ouvido pela Polícia Civil de Lins em relação ao assassinato do pedreiro Danilo da Rosa Augusto, 26 anos, ocorrido na madrugada de sábado (7), no Jardim Santa Terezinha em Lins. Quanto ao ferimento do desempregado Marcos Antônio Fogo dos Santos, 46 anos, no Residencial Monsenhor Pazzeto, cerca de 20 minutos após o primeiro crime, a polícia continua investigando. Como a vítima não viu quem atirou e o policial militar, principal suspeito do disparo não foi ouvido, somente por meio de outros elementos da investigação será possível esclarecer o fato.
Segundo o delegado Marcelo Muniz, assistente da Delegacia Seccional de Lins, que está acompanhando o caso, na madrugada de domingo (8) pouco depois das 5 horas o policial foi Central de Polícia Judiciária acompanhado dos pais, de uma advogada e de policiais. No entanto, como apresentava confusão mental e fala desconexa. Diante disso, a delegada Juliana Bredariol de Oliveira, decidiu por ouvir os pais. Eles relataram que o filho há aproximadamente 60 dias sofreu um acidente de trânsito entre Araçatuba e Lins e a partir daí passou ter comportamento diferente.
A arma usada pelo policial, uma pistola Taurus .40, da Polícia Militar, foi apreendida.

CRONOLOGIA
A reportagem fez a cronologia dos fatos. À 1h53 de sábado, o policial atirou em Danilo da Rosa Araújo no Jardim Santa Terezinha. Por volta de 2h10, Marcos Antônio Fogo dos Santos foi alvejado no Residencial Monsenhor Pazzeto (não sabe quem atirou).
Poucas horas depois, o policial telefonou para seu comandante, em Araçatuba, informando que ao visitar uma mulher no Santa Terezinha, um homem parou diante do carro e ele teria ouvido disparos. O PM, que estava à paisana, afirmou que fez quatro disparos.
Houve comunicação interna da Polícia Militar e ele deveria se apresentar no Batalhão em Lins para ser conduzido à CPJ. A Polícia Civil também já estava investigando o caso.
No início da noite de sábado, como o PM não foi ao quartel, uma viatura foi até a sua residência e ele não foi encontrado. Diante disso, os policiais militares foram ao plantão policial e registraram boletim de ocorrência quanto à morte do pedreiro e citaram o relado do policial ao seu superior.
A Polícia Civil encaminhou à Juiz de Direito de plantão o pedido de prisão temporária do soldado. Porém, o pedido foi indeferido.
Já na madrugada de domingo, pouco depois das 5 horas, ele foi apresentado para prestar depoimento, mas como estava confuso, foram ouvidos apenas os pais.
Segundo o delegado Marcelo Muniz, o policial será ouvido nos próximos dias.

 

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