MERCADO - Francis Polo disse que há espaço para crescimento no setor DIVULGAÇÃO

Energia fotovoltaica cresce na pandemia e traz R$ 40 bi em investimentos

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DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

Mesmo com a desaceleração da economia causada pela pandemia de Covid-19 em quase todos os setores produtivos, as empresas de energia solar fotovoltaica não têm do que reclamar. De acordo com a Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), o Brasil ultrapassou a marca de 8 gigawatts (GW) de potência operacional da fonte solar fotovoltaica. Desde 2012, ela já trouxe mais de R$ 40 bilhões em investimentos ao país e gerou mais de 240 mil empregos acumulados, segundo a entidade.

Dados da associação permitem avaliar que, assim como em momentos anteriores de crise, nos quais a atividade econômica arrefeceu, o setor solar acendeu, contribuindo para a recuperação do país. A expectativa é de que  O levantamento da entidade considera tanto as usinas de grande porte, chamadas de geração centralizada, quanto os sistemas de pequenos e médios instalados em telhados, fachadas e terrenos (geração distribuída). A Absolar afirma que fonte solar fotovoltaica corresponde à sexta principal fonte de geração no Brasil, atrás da hidrelétrica, eólica, biomassa, termelétricas a gás natural e termelétricas a diesel e óleo combustível.

No segmento de geração distribuída, a associação contabiliza em todo o país mais de 411 mil sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, que favorecem cerca de 515 mil unidades consumidoras. Os consumidores residenciais lideram o ranking do uso de energia solar fotovoltaica, em comparação aos empresariais, representando 75% dos projetos desenvolvidos.

 

Vantagens

Em Araçatuba (SP), é visível a expansão dos sistemas, que ocupam cada vez mais telhados de casas e prédios residenciais. Para o empresário Francis Polo, CEO de uma empresa com sede na cidade e filiais em São José do Rio Preto (SP) e Umuarama (PR), que desenvolve projetos e instala sistemas fotovoltaicos, o aumento de informações sobre o assunto, e o peso da conta de luz impulsionam o avanço do setor.

“De forma geral, o cidadão e o empresário estão percebendo cada vez mais que se trata de um investimento que traz uma série de benefícios, como economia de até 95% na conta de energia elétrica e valorização do imóvel. O investimento na instalação no sistema se paga em quatro anos, em média. Além disso, há várias linhas de crédito para a aquisição, e o valor do imóvel aumenta em até 20%. E, o principal é que o consumidor nunca mais fica sujeito aos aumentos abusivos na conta de luz, pois ele passa a gerar a sua própria energia elétrica”, ressalta Polo.

Ainda assim, o empreendedor diz que ainda há um mercado muito grande a ser ocupado pela geração distribuída. “Atualmente, apenas 0,6% (515 mil) dos 86 milhões de consumidores de energia elétrica do Brasil usam o sol para produzir eletricidade. É muito pouco. Austrália, China, EUA e Japão já ultrapassaram a marca de 2 milhões de sistemas solares fotovoltaicos, bem como Alemanha, Índia, Reino Unido e outros, que já superaram a marca de 1 milhão. E olha que o Atlas Brasileiro de Energia Solar indica que no local menos ensolarado do país, é possível gerar mais eletricidade solar do que no local mais ensolarado da Alemanha, que é um dos líderes mundiais no uso da energia fotovoltaica”, finaliza Polo.

 

 

Financiamento

Percebendo o potencial do setor, bancos criaram linhas de crédito para fomentar a instalação de sistemas fotovoltaicos. No mercado há financiamentos parcelados em até 72 vezes, com taxas a partir de 0,79% ao mês, e carência de 90 dias. Um sistema solar fotovoltaico possui mais de 25 anos de vida útil, gerando energia elétrica barata e sustentável.

De acordo com dados anteriormente divulgados pela Absolar, os novos investimentos privados no segmento poderão ultrapassar os R$ 22,6 bilhões neste ano. A entidade prevê que ao longo de 2021 serão adicionados mais de 4,9 GW de potência instalada, somando as usinas de grande porte e os sistemas distribuídos.


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