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Araçatuba
sexta-feira, agosto 19, 2022

Em entrevista exclusiva, Dilador fala sobre o mandato e obras que pretende executar

Em entrevista ao programa Sala de Visitas, apresentado pelo presidente do Sistema Regional de Comunicação (SRC), Nivaldo Franco Bueno, o prefeito Dilador Borges (PSDB) fez um balanço dos nove meses de sua gestão à frente da Prefeitura de Araçatuba, discutindo avanços conquistados e os pontos críticos pendentes. O prefeito falou sobre sua maneira de fazer política, sobre como entrou “sem perceber” nas eleições de 2008 e reforçou propostas do programa de governo de sua coligação. “Não faço promessas, faço compromissos”, destacou. Também participaram da entrevista os jornalistas Antônio Crispim, editor chefe do jornal O Liberal Regional, e Diego Fernandes, repórter da Rádio Clube.

 

O prefeito disse que política nunca tinha sido um projeto para sua vida. “Fui envolvido sem perceber. Eu resisti, a família foi contra, os sócios da empresa foram contra. Fui envolvido pelos amigos”, disse Dilador. “Em 2008 eu não tinha desejo nenhum de ser prefeito, mas depois eu fui aprendendo”, lembra. Hoje ele diz estar feliz e cumprindo uma função mais ligada ao seu perfil. “Prefiro ser prefeito a deputado. Os dois são necessários, mas sou mais executivo, gosto de realizar. Faço mais como prefeito que como deputado”, afirmou.

CÂMARA MUNICIPAL

Com fama de falar o que pensa, o prefeito disse que tem priorizado transparência em todas as esferas da administração e também no relacionamento com a Câmara, que afirma estar sendo bastante positivo. “Se continuar assim vai ser mais fácil que eu imaginava”. Em um meio de ânimos tão sensíveis como a política, as frases de Dilador vêm com potencial de causar, no mínimo, alguns desconfortos em políticos mais tradicionais e acostumados a uma oratória mais ponderada. “Não preciso de secretário fazendo política. Já tem gente demais fazendo política: prefeito, vice-prefeita e quinze vereadores”, contou nos dedos.

EQUILÍBRIO FISCAL

Questionado por Nivaldo Franco Bueno sobre qual seria seu maior feito nestes primeiros nove meses, Dilador disse que não fez nenhuma grande obra ainda por conta da escassez de recursos, mas que o mais importante até então tem sido organizar a administração para os próximos anos e a busca pelo equilíbrio fiscal. “O último reajuste do IPTU foi em 2006, ainda com o Maluly, e a cidade já mudou muito, as despesas aumentaram e a parte fiscal está defasada”, disse, enfatizando que o município depende de um reajuste.

GRANDES OBRAS

Dilador destacou quais são seus principais projetos com relação a grandes obras de infraestrutura. Citou a PEC – Praça de Esporte e Cultura do Jardim Atlântico, obra de R$ 2,3 milhões que está parada há três anos, abandonada pela construtora e sofrendo atos de vandalismo. Enfatizou que vai concluí-la e cobrou apoio da população para que preserve o local. Ele destacou os projetos para pavimentação das avenidas Juscelino Kubitschek, na zona sul da cidade, e a Dois de Dezembro, na zona norte.

POMPEU DE TOLEDO

Entre as principais obras está a conclusão da Avenida Joaquim Pompeu de Toledo, projeto que a administração vem destacando desde o primeiro semestre. “Não vou deixar a Pompeu para a próxima gestão”, mais uma vez disse. “Toda a Prefeitura está empenhada neste projeto e já estamos buscando um financiamento de R$ 8 milhões pelo Investe São Paulo”, informou.

O projeto prevê a conclusão do trecho entre a Rua Tupinambás até a Rodovia Marechal Cândido Rondon, percorrendo 1,5 km cada faixa da avenida, 3 km no total. O prefeito disse que é uma obra cara e que contemplará a urbanização completa da área, com drenagem e canalização do córrego Machado de Melo.

O prefeito citou, ainda, duas importantes avenidas que pretende concluir. A Avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira, na zona sul e a Avenida Dois de Dezembro, na zona norte. Para ele, facilitar os acessos abre espaço para desenvolvimento da cidade.

TAPA BURACO

Sem dinheiro, o prefeito explicou que a Secretaria de Obras tem administrado o serviço de tapa-buracos priorizando as vias de maior fluxo e que foram aplicados neste ano quatro mil toneladas de massa asfáltica. “Vamos aplicar até dezembro mais seis mil toneladas. Queremos entrar nos bairros agora”, afirmou.

PRONTO SOCORRO

“O projeto das UPAs foi um erro. Precisaríamos de R$ 25 milhões por ano para mantê-las”, destacou Dilador, criticando o sistema de custeio que o Ministério da Saúde impôs aos municípios. “Agora flexibilizou e vamos continuar a obra”, disse a respeito da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Morada dos Nobres. Na quinta-feira (21) a Prefeitura abriu licitação de R$ 833 mil para concluir a obra, que foi iniciada em março de 2014 e previa R$ 2,8 milhões em investimentos. A administração pretende realocar os serviços de Urgência e Emergência para os novos prédios desocupados das UPAs, liberando as atuais sedes do Pronto Socorro Santana e do Pronto Atendimento São João para vistoria e obras

Fernando Verga

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