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Micro e pequenas empresas respondem por 60% das contratações em agosto

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ARNON GOMES – ARAÇATUBA

As micro e pequenas empresas foram responsáveis pela maior parte da geração de empregos em Birigui em agosto, mês no qual o município, assim como a região, obteve saldo positivo pela terceira vez consecutiva no ano na aberta de postos de trabalho com carteira assinada.

Segundo estudo do economista Marco Aurélio Barbosa de Souza, especialista em economia regional e local, os pequenos negócios foram o grande destaque na empregabilidade no período.

Com atividades que empregam de um a 99 trabalhadores, eles foram responsáveis por 61,9% da criação de vagas formais no oitavo mês do ano. Nas médias e grandes, por outro lado, o índice chegou a 38,10%.

De acordo com o levantamento, feito com base em dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério da Economia, em números absolutos, as pequenas e micros abriram 338 oportunidades em emprego, enquanto as empresas com mais de cem trabalhadores, 208.

Na avaliação de Barbosa, o balanço permite concluir que o bom desempenho do mês retrasado foi potencializado pelo volume de vagas criadas nas pequenas e micros. Ele ressalta que essa constatação revela ainda a estrutura produtiva diversificada da economia biriguiense que, aliada a políticas públicas, trazem otimismo para o mercado até o fim do ano.

Conforme reportagem publicada por O LIBERAL REGIONAL no último dia 1º, em agosto, juntas, as quatro maiores cidades da região mais do que dobraram o número de empregos criados em relação a julho, crescimento de 115,5%. Foram 1.332 postos de trabalho abertos contra 618 no mês anterior. Birigui, uma dessas grandes cidades criou 546 empregos, no total.

OBJETIVO

Barbosa explica que o estudo divulgado ontem faz parte de um conjunto de pesquisas em fase de desenvolvimento que tem por objetivo colaborar com o conhecimento da realidade econômica local através do levantamento, análise e disponibilização de dados e informações qualificadas para os agentes econômicos e formuladores de políticas públicas.

“Espera-se que o material possa contribuir para as estratégias e ações de desenvolvimento econômico local”, afirma o economista.

Apesar dos números satisfatórios, o profissional conclui que, assim como toda a economia brasileira, o mercado de trabalho de Birigui foi impactado pela crise econômica provocada pela pandemia de Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus.

“Entretanto, diferentemente do país, o impacto na economia local foi mais suave e a recuperação da empregabilidade foi mais rápida em decorrência das características da estrutura produtiva local formada por um conjunto amplo e diversificado de empresas de vários segmentos econômicos”, pondera Barbosa.

Ele espera que o conjunto de empresas, definido como “ecossistema empreendedor local”, e as ações de desenvolvimento implementadas pelas instituições locais favoreceram a superação da crise, suavizando o impacto desfavorável do ciclo recessivo.

“O resultado do mercado de trabalho entre os meses de junho e agosto é uma evidência do dinamismo da economia biriguiense e de sua capacidade de recuperação de crises cíclicas”, analisa Barbosa.

Na avaliação dele, os desafios colocados estão relacionados ao acompanhamento do mercado de trabalho nos próximos meses para avaliação da tendência iniciada em agosto. Outro aspecto é a avaliação do impacto local da interrupção dos estímulos macroeconômicos implementados no Brasil desde o início da pandemia, com destaque para o auxílio emergencial, o crédito farto e os juros baixos.

 

 

Indústria e construção lideram geração

O estudo de Marco Aurélio Barbosa de Souza apresentou também dados desagregados por setores produtivos.

O levantamento mostrou que houve saldo positivo em todos os grandes setores da economia, com destaque para a indústria com saldo de 387 empregos, seguido do setor de serviços com 101 postos de trabalho.

Outro aspecto positivo, segundo Barbosa, esteve nas contratações por grau de instrução. Os dados de agosto mostram que houve resultado positivo em todas as categorias desde a menos qualificadas, que são os analfabetos, até pessoas mais qualificadas com o ensino superior completo. O maior destaque foi para o ensino médio completo com saldo positivo de 362 empregos no mês, seguido pelo fundamental completo com 69 postos de trabalho e ensino médio completo com 40 empregos.

 

 


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