Home Cidades Araçatuba Operação Raio X da Policia Civil e do MP-SP mobiliza quase 1000 agentes para apurar contratos na área da saúde

Operação Raio X da Policia Civil e do MP-SP mobiliza quase 1000 agentes para apurar contratos na área da saúde

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Na manhã desta terça feira, a Justiça Paulista autorizou 64 mandados de prisão e 237 mandados de busca foram expedidos em diversas cidades do interior paulista como Araçatuba, Birigui e Penápolis. Para o cumprimento dos mandados foram empregados 816 policiais civis, 204 viaturas e dois helicópteros. Por parte do MPSP, 30 promotores de Justiça e 10 agentes de Promotoria participaram da operação.

Chamada de operação “Raio X”, a ação da Policia Civil junto com o Ministério Publico de São Paulo investiga esquemas envolvendo organizações sociais na área da saude, que supostamente estavam desviando dinheiro publico mediante celebração de contratos de gestão em diversos municípios. 

A investigação, que conta com inquéritos policiais e civis instaurados, teve a duração de aproximadamente dois anos, período  em que foram levantadas informações que indicam a existência de um sofisticado esquema de corrupção envolvendo agentes públicos, empresários e profissionais liberais, bem como de desvio de milhões de reais que deveriam ser aplicados na saúde.

De acordo com a investigação, há indícios de esquema de desvio de verba pública por meio da celebração de contratos de gestão entre organizações sociais e o Poder Público, em sua maioria, através de procedimentos licitatórios fraudulentos e contratos superfaturados.

“No transcorrer da investigação, foram identificadas dezenas de envolvidos com o grupo criminoso divididos em diversos núcleos, cada um com sua colaboração na prática das infrações penais”, diz o MP, que não deu detalhes sobre os envolvidos e valores investigados.

A ação da PF no Pará, batizada como “SOS”, também será aproveitada nas investigações em São Paulo, segundo a Promotoria. Um dos alvos é o governador do estado, Helder Barbalho (MDB). Segundo a CGU (Controladoria-Geral da União), ao longo da investigação, a PF no Pará constatou que as mesmas organizações sociais já vinham sendo monitoradas pela Polícia Civil de São Paulo há cerca de dois anos.


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