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Setembro Amarelo, Qualidade de Vida e Saúde

PAULO AUGUSTO LEITE MOTOOKA

No ano de 1994, Mike Emme um rapaz com 17 anos de idade e que tinha boas habilidades em mecânica de automóvel matou-se utilizando um Mustang 68 que havia restaurado e pintado de amarelo. Foi um acontecimento muito triste para os pais e amigos, pois o jovem era uma pessoa muito caridosa e querida. Para a cerimônia fúnebre os amigos confeccionaram e deixaram disponíveis aos visitantes um cartão com uma fita amarela que tinha estampada a mensagem: “Se precisar, peça ajuda”.

Essas fitas se espalharam pelos Estudos Unidos e a partir de então outros cartões com pedidos de ajuda começaram a circular, assim como pessoas com pensamentos autodestrutivos passaram a procurar por ajuda. Por esse acontecimento e passados alguns anos (2003) a Organização Mundial de Saúde instituiu o dia 10 de setembro como “Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio”, tornando a fita e o amarelo do Mustang 68 de Mike os símbolos da campanha que é realizada anualmente.  No Brasil teve início no ano de 2015.

A partir desse movimento observa-se que as pessoas, as autoridades e o poder público estão mais sensibilizados para falar e entender mais sobre esse fenômeno que ocorre em todas regiões do mundo, motivados por razões multifatoriais de natureza social, econômica, emocional, cultural, religiosa e afeta qualquer pessoa sem distinção de idade, sexo, cor, classe econômica, escolaridade, etc.

Invariavelmente pode estar associada à depressão cujos sintomas são inúmeros e varia de pessoa a pessoa, sendo mais comuns sentimento de tristeza, culpa, vazio existencial, perda do prazer e alegria, apatia, pensamento de morte como forma de alívio, choro sem motivo definido, cansaço excessivo, perda do interesse sexual, insônia, dores diversas, mal-estar e outros, como se vê não parece uma simples ‘bobeira’, ‘falta do que fazer’ ou ‘frescura’.

As estatísticas indicam que os eventos são recorrentes, mas ainda que possa causar espanto a boa notícia é que pode ser prevenido. Algumas atitudes podem funcionar como fatores de proteção, dentre elas falar de forma responsável, sem alarmismo e vencendo os estigmas. Não há porque temer explorar o sofrimento, a dor, a morte, para isso basta enfrentar e romper os tabus.

Os fatores de proteção começam pelos familiares que podem identificar comportamentos de alerta tais como expressão de tristeza, desesperança (textos ou imagens) nas redes sociais. A ideação ou intenções autodestrutivas, a diminuição do autocuidado, o distanciamento de amigos e familiares, a alterações de humor, a autoagressão igualmente caracterizam os sinais de pensamentos destrutivos.

Quer ajudar? Dialogue, ouça e acolha sem julgamentos. Convença a pessoa a buscar ajuda especializada.

Assim estimular “o pedido de ajuda”, incentivar o interesse por um estilo de Vida com Qualidade, com alimentação saudável, prática de atividade física, controle dos estresses, ter um bom sono, ou seja, manter em equilíbrio o EU biológico, psicológico, social e espiritual, naturalmente estará sendo preservada a Saúde Física, Mental e Emocional.

Quando decidir começar parabéns, Saúde e Vida Longa.

 

Coronel PM PAULO AUGUSTO LEITE MOTOOKA

Comandante do Policiamento Ambiental do Estado de São Paulo

Mestre e Doutor em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública

Bacharel em Direito e Especialista em Direito Ambiental

Bacharel em Psicologia – Abordagem Centrada na Pessoa (ACP)


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