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DIEGO FERNANDES – GUARARAPES

A represa municipal de Guararapes, na região de Araçatuba, que capta água Córrego Frutal, e que é responsável pelo abastecimento de aproximadamente 60% dos 33.100 moradores da cidade, está com 1 metro e 70 centímetros abaixo do seu nível normal, o que acendeu o sinal de alerta no Departamento de Saneamento Básico da cidade. O motivo do nível mais baixo é a falta de chuvas. Há aproximadamente 120 dias não chove com consistência na cidade e na região.

Em muitos momentos, essa queda no nível da represa em períodos de seca já chegou a provocar racionamento de água em Guararapes, como aconteceu, por exemplo, em 2014, quando por conta do menor volume na represa, a cidade teve uma diminuição na distribuição de água, que era cortada sempre no período noturno e religada no dia seguinte.

Desta vez, a situação é diferente por conta do poço artesiano que foi reativado na cidade e é responsável pelo abastecimento dos outros cerca de 40% da cidade. Mesmo com esta nova realidade, de acordo com a diretora do departamento de saneamento básico, Luciane Antoniolli, caso não haja chuvas e um uso consciente da água, o racionamento pode ser uma realidade em até 40 dias.

“Nós estamos aproximadamente há 120 dias sem chuvas. Nós estamos perto de um colapso geral na parte desta secura. Por conta disso, mais uns 40 dias a gente consegue ainda suprir essa necessidade sem racionamento”, afirmou a diretora em entrevista concedida à TV Tem.

De acordo a diretora, o abastecimento pela represa foi diminuído e está sendo paralisado por cerca de 4 horas diárias. Enquanto isso, foi aumentado o fornecimento de água aos moradores através do poço artesiano, que capta água do Aquífero Guarani, maior reservatório natural de água doce do planeta.

O poço tem capacidade de vazão de até 300 mil litros de água por hora. Atualmente, a demanda media de abastecimento para todo o município de Guararapes é de 280 mil litros de água por hora.

“Precisamos que a população se conscientize e fizemos esta manobra para manter o abastecimento por um pouco mais de tempo se a chuva não vier”, concluiu Luciane Antoniolli.

Por causa deste problema, autoridades da cidade estão incentivando o uso consciente da água por parte dos moradores. A principal dica é para que se use apenas o necessário e que sejam evitadas medidas mais drásticas, como um novo racionamento.

Dicas de uso consciente da água

– Manter a torneira fechada ao lavar as mãos, escovar os dentes, fazer a barba e ao ensaboar a louça. Ao escovar os dentes com ela aberta, se gasta cerca de 13,5 litros de água em apenas dois minutos.

– Tomar banhos curtos. Cinco minutos são suficientes para fazer a limpeza do corpo e, enquanto se ensaboar, o registro deve ser fechado. Isso gera uma economia de até 30 mil litros no ano.

– Evitar duchas de alta pressão. Apesar de serem usadas para dar a sensação de massagem no corpo, as duchas de alta pressão são inimigas do consumo consciente de água. Elas tem uma vazão grande, de 20/30 litros por minuto. Um banho de 10 minutos em um chuveiro de 30 litros por minuto gasta em média 300 litros de água, a Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que o consumo consciente por habitante é na ordem 112 litros por dia.

– Organizar a louça antes de lavá-la. Usar uma bacia para deixar os utensílios de molho, para amolecer a sujeira, lavar toda a louça e enxaguar tudo de uma única vez.

– Evitar regar as plantas nos horários de sol forte. Regar o gramado ou o jardim antes das 10h e depois das 19h previne o excesso de evaporação.

– Usar a vassoura para limpar o quintal, a calçada ou as áreas comuns de prédios e empresas. Uma mangueira ligada por 15 minutos gasta 280 litros de água.

– Usar um balde e um pano para limpar o carro.


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