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DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

Em visita à região, o presidente da Fehosp (Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo), Edson Rogatti esteve nesta quinta-feira na Santa Casa de Araçatuba para entrega de máscaras protofaces e se reunir com representantes da diretoria, do Conselho de Administração, do Corpo Diretivo, e do Plano de Saúde da instituição.

Durante a reunião na Santa Casa de Araçatuba o presidente da Fehosp,  que congrega aproximadamente 300 instituições , destacou o papel decisivo das santas casas e hospitais filantrópicos no atendimento da população paulista e todo o país.  “Todas criaram estruturas exclusivas para atender os pacientes com covid. A Santa Casa de Araçatuba é um desses exemplos, além de leitos em quantidade de atendimento com qualidade, também preparou uma retaguarda para não deixar nenhum paciente sem atendimento”.

Rogatti afirma que sem essa estrutura “teria sido um caos total na área da saúde; onde e quem atenderia os milhares de pacientes infectados  que cada cidade registrou até agora?”  O presidente da Fehosp disse também que o desempenho dos hospitais e santas casas não está passando despercebido pelo Ministério da Saúde, que “reconhece essa importância e penso que isso será fundamental para o reconhecimento sobre quem é o seu verdadeiro parceiro no atendimento da população”.

 

Pleitos

Atendimentos de média complexidade para a qual a Santa Casa de Araçatuba não é referência para a maioria dos 40 municípios da região, e o excesso de demandas pelos municípios autorizados para encaminhar quantidades especificas de casos de média complexidade foi um dos temas da reunião.

De acordo com os diretores da Santa Casa, a utilização indevida de casos de média complexidade em relação ao contratado pela Secretaria de Estado da Saúde, tem provocado saturação da estrutura de atendimento e limitado o hospital no atendimento de casos de alta complexidade, para a qual é referência para os 40 municípios.

Por causa disto, o hospital registra gargalos nas especialidades que registram maior demanda, como por exemplo, ortopedia, neurocirurgia, neonatologia intensivista e casos de alta complexidade em obstetrícia e ginecologia.

“Vamos tentar agendar reunião com a Secretaria Estadual da Saúde para expor esta situação.  O hospital está fazendo a mais e não está recebendo para isso. Paga-se pouco, produz-se mais e não recebe por isso, desta forma não tem jeito, o déficit aumenta mesmo”, afirmou Rogatti.

O presidente da Fehosp anunciou também que estará no Ministério da Saúde para apresentar pessoalmente os pleitos da Santa Casa de Araçatuba. Um deles é a bandeira atual da Fehosp: o ajuste na tabela de procedimentos realizados para os pacientes do Sistema Único de Saúde.

“Precisamos receber por aquilo que o procedimento custa. Não estamos falando sobre valores referentes à duas ou três tabelas, e sim o custo real. A atual gestão do Ministério da Saúde já sinalizou que compreende a necessidade desta atualização”, informou Rogatti ao afirmar que todos os associados  da Fehosp registram déficits em relação à defasagem da tabela de procedimentos.

A Fehosp já está realizando um amplo estudo para apresentar a tabela real ao Ministério da Saúde.  “Esperamos ser atendidos para que as instituições sejam devidamente remuneradas pelo custo real dos procedimentos”.


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