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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Com bares e restaurantes funcionando no período noturno há praticamente duas semanas, muitos consumidores retomaram o hábito de jantar fora, ao menos nos finais de semana, e têm voltado gradualmente a frequentar estes espaços, que estão conseguindo retomar aos poucos o seu fluxo de caixa.

A maior parte destes consumidores está respeitando as normas da OMS e dos decretos, porém, segundo o dono de um famoso estabelecimento da cidade que conversou com nossa reportagem, cerca de 30% dos clientes não entenderam as normas impostas por decreto e insistem em não respeitar as regras.

O empresário Fabrício Ribeiro, dono do restaurante Villa Grill, que possui duas unidades em Araçatuba, voltou a atender o público, por enquanto, em apenas uma delas, e explicou que os clientes estão autorizados a retirar a máscara dentro do estabelecimento apenas para comer ou beber, mas precisam coloca-la caso queiram se deslocar dentro do restaurante, seja para ir ao banheiro ou para o lado de fora.

“A partir do momento que ele levanta para ir ao banheiro ele tem que utilizar a máscara. No momento que ele sai pra fumar lá fora, tem que sair com máscara, depois retorna com máscara, e assim por diante”, afirmou o empresário, que disse que nenhum cliente está sendo autorizado a entrar sem máscara no local, e aqueles que não têm recebem uma máscara do próprio estabelecimento.

Fechamento às 22h

Outra questão que tem preocupado o empresário é quanto ao horário de funcionamento. Como o seu restaurante, assim como todos os demais da cidade, só estão autorizados a abrir até às 22h em respeito às normas do Plano São Paulo do governo estadual, muitos clientes estão “dando trabalho” na hora de ter que deixar o local.

O empresário dá a dica para que os consumidores cheguem nos bares e restaurantes até às 20h30, para que haja tempo hábil para o atendimento e o consumo.

“Pra nós é muito ruim ter que dispensar o cliente, ter que pedir pra ele se levantar e ir embora, a gente fica até meio constrangido, não é isso que a gente quer. Mas se o pessoal tiver um pouco mais de consciência para poder ajudar a gente nessa parte também, a gente vai ficar muito agradecido”, explicou Fabrício Ribeiro, que ainda completou dizendo que não é possível atender após o horário das 22h. “O pessoal tem que entender que a gente está autorizado a trabalhar até às 22h. São 8 horas por dia. Tem muitos clientes que chegam depois das 22h, a gente está fechando, não tem como atender”, disse.

Junção de mesas

Outro alerta dado pelo empresário Fabrício Ribeiro é para a impossibilidade de atender muitos clientes em uma só mesa, já que o decreto não permite a junção de mesas para evitar aglomerações. A orientação é para que não se formem turmas muito grandes para frequentar os espaços.

“A gente tem um limite e costuma fazer até, no máximo, 8 lugares, então não dá muita aglomeração. As vezes o pessoal liga e pede para reservar mesa pra 10, pra 12, 13, a gente não pode fazer isso, a gente sabe que tem que cumprir a norma, pra gente manter o estabelecimento aberto, cumprir tudo certo”, explicou.

O empresário conta que teve queda de 90% no seu faturamento real enquanto seu estabelecimento funcionou apenas por delivery durante quase 5 meses, mas, mesmo assim, conseguiu manter as contas em dia.

Máscara na espera

Segundo Fabrício, o movimento está crescendo e nas sextas, sábados e domingos, todas as mesas do local tem ficado ocupadas, o que faz com que clientes façam fila do lado de fora aguardando mesas para o consumo.

Neste momento, aparece outro problema: clientes sem máscara nas filas de espera. Neste caso, como a espera acontece fora do estabelecimento, não há como a direção do local fazer algo.

“O pessoal fica na fila esperando sem máscara, aqui dentro eu não deixo entrar, forneço a máscara, mas lá fora não tem como, mas tem que usar, gente”, alerta.

Segundo Fabrício, a fiscalização da prefeitura e da vigilância sanitária tem ido ao local ao menos três vezes por semana para verificar o cumprimento das normas impostas por decreto.

Ele afirma que, até o momento, seu restaurante ainda não sofreu nenhum tipo de notificação, e por isso pede a colaboração dos clientes para que siga assim.

Unidade em reforma

Quanto à segunda unidade, que segue fechada, o empresário explica que está fazendo uma reforma e, por enquanto, vai aguardar um possível avanço de Araçatuba para fases menos restritivas do Plano São Paulo, além do fim das obras, para voltar a abrir o estabelecimento, que fica na zona leste. Ele não estipulou uma data.

Foto: Restaurante 1

Crédito: Diego Fernandes

Legenda: CUMPRIMENTO – Estabelecimentos de Araçatuba estão espalhando avisos como este, sobre as normas a serem seguidas, em locais visíveis para clientes

 


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