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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Os funcionários dos Correios estão em greve em todo o Brasil desde a última terça-feira e a medida tomada pelos colaboradores atingiu também a região de Araçatuba. De acordo com o Sindicato dos Empregados dos Correios de Bauru e Região, a greve atinge 70% dos trabalhadores na região de Araçatuba, o que é suficiente para manter atendimentos, mas compromete a entrega de correspondências e produtos.

A principal reivindicação dos trabalhadores locais é relacionada às condições de trabalho. Há demanda nacional por manutenção de benefícios existentes para a categoria.

Funcionários dos Correios de Araçatuba ouvidos pela nossa reportagem afirmam que faltam equipamentos de trabalho e até equipamentos de proteção por conta da pandemia de covid-19, como máscaras e álcool em gel em setores específicos. Muitos deles tiveram que pagar do próprio bolso por estes equipamentos básicos preconizados pela OMS para diminuição da chance de contágio pela covid-19.

Além disso, outra reclamação é pela defasagem de funcionários. De acordo com o diretor do Sindicato dos Correios na região de Araçatuba, Silvio Prudêncio, a falta de condições de trabalho atrapalha na realização das entregas, como por exemplo a frota de veículos, que segundo os colaboradores está sucateada. A cobrança é pela atualização da frota.

Além desta reclamação, houve também o cancelamento do acordo coletivo que previa reajuste de salário anual de 3% e manutenção dos empregos.

As agências dos Correios em Araçatuba seguem atendendo normalmente, mas a greve atingiu em cheio os centros de distribuição, que estão com 95% de paralisação. Atualmente, em Araçatuba, há cerca de 70 funcionários da estatal.

A agência localizada no centro da cidade, na rua Luiz Pereira Barreto, está funcionando em horário normal, das 9h às 17h.

Em nota, a direção dos Correios afirma que precisa se adequar aos desafios trazidos pela crise sanitária. Segundo eles, o impasse com os trabalhadores vem do fato de a empresa tentar adequar os benefícios concedidos atualmente ao que está previsto nas leis trabalhistas.

A empresa também contesta os números dos sindicatos e afirma que a greve atingiu apenas 20% dos serviços em todo o Brasil e que não está afetando os atendimentos e entregas da estatal.

Decisão do STF pode encerrar greve nacional

A greve dos funcionários dos Correios pode se encerrar caso o Supremo Tribunal Federal suspenda uma liminar que trata da validade do Acordo Coletivo de Trabalho.

Se a corte decidir por prorrogar por mais um ano as cláusulas decididas na negociação do ano passado, os funcionários terão mantidos todos os benefícios existentes e que foram cortados pela empresa.

Colaboradores acusam os Correios de descumprir acordo coletivo que teria vigência até o ano que vem e que garantia pagamento de 30% de adicional de risco, vale-alimentação, licença-maternidade de 180 dias, auxílio creche, indenização por morte e auxílio para filhos com necessidades especiais.


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