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DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

Há um ano a Polícia Federal de Araçatuba deflagrava na cidade a Operação #Tudo Nosso, que levou para a cadeia 15 pessoas lideradas pelo sindicalista José Avelino Pereira, o Chinelo, apontado como líder de esquema criminoso que colocou sob suspeita contratos milionários firmados pela administração do atual prefeito da cidade, Dilador Borges Damasceno (PSDB). Passados 12 meses de sigilosa investigação, apuração de dados e análise de materiais apreendidos, a expectativa está na conclusão de relatório que será encaminhado ao Ministério Público Federal com todas as informações levantadas na ação policial.

Fontes da reportagem de O Liberal Regional acreditam que a “demora” nos trabalhos por parte da PF resultará num importante trabalho de combate ao crime organizado, especialmente por envolver dinheiro público. O desfecho da #Tudo Nosso está nas mãos da delegada Daniela Ferreira Braga, responsável pela operação e seus desdobramentos.

As apostas nos bastidores do judiciário local são de que além dos 15 presos em 13 de agosto de 2019, soltos pouco tempo após prestarem esclarecimentos à Polícia Federal, políticos da cidade e pessoas ligadas à administração de Dilador Borges Damasceno devem ser indiciados por envolvimento no esquema que tinha Chinelo como mentor intelectual e que rendia cifras mensais da ordem de R$ 120 mil, com base em contratos estimados em R$ 15 milhões.

Desde a deflagração da operação, há um ano, o que se sabe é que perícias realizadas em telefones celulares, HDs e computadores teriam levado agentes da PF a informações comprometedoras, que configurariam o esquema que veio a público com a prisão dos integrantes do grupo e indícios de participação de políticos como facilitadores dos desfalques feitos aos cofres públicos.

As fontes de desvios de dinheiro, pelo que já revelou a própria Polícia Federal, eram contratos firmados pela administração de Dilador Borges Damasceno com duas empresas – Bolívia Comércio de Materiais de Limpeza e SEN Prestadora de Serviços, contratadas para execução de faxina em escolas e prédios públicos – além do IVVH (Instituto de Valorização à Vida Humana), que atuou na área de Assistência Social do município.

 

VOLTARAM À CENA

Recentemente, o sindicalista Chinelo falou publicamente pela primeira vez sobre o fato de ter sido preso um ano atrás e as acusações que pesam contra sua figura após ser apontado pela PF como líder do esquema que desviava recursos dos cofres da Prefeitura.

Chinelo negou envolvimento no caso, disse que apenas prestava consultoria às empresas arroladas nas investigações e deixou evidente nutrir uma mágoa muito grande pelo prefeito de Araçatuba. Principalmente, pelo fato de Dilador tentar afastar proximidade com o sindicalista, que o apoiou nas eleições passadas e subiu em seu palanque. “Esse cara é pilantra”, declarou. “O cara bebia do meu whisky na minha casa”.

Dilador também veio a público para negar as acusações de Chinelo, apesar de confirmar que chegou a tomou do whisky do sindicalista: “Bebi do dele como ele bebeu do meu”. Para o chefe do Executivo araçatubense, nada do que veio a público desde 13 de agosto do ano passado, pelas mãos da própria Polícia Federal, tem vínculo com sua pessoa.

Questão essa que cabe apenas à PF responder se trata de uma questão procedente ou não, quando a #Tudo Nosso completa seu primeiro aniversário.

 


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