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DA REDAÇÃO – BIRIGUII

O Rotary Club de Birigui, o Rotary Club de Birigui Cidade Pérola e o Rotary Club de Birigui XIX de Abril doaram para a Prefeitura de Birigui 1.900 testes para diagnóstico do vírus da hepatite C.

A doação ocorreu na tarde desta segunda-feira, 10 de agosto, no Paço Municipal. O prefeito Cristiano Salmeirão e a secretária municipal de Saúde, Marian Nakad, receberam os representantes das entidades.

Estiveram presentes na doação o presidente do Rotary Club de Birigui Cidade Pérola, Wellinton Luís Wolber, o presidente do Rotary Club de Birigui, José Reginaldo Catarin, e a presidente do Rotary Club de Birigui XIX de abril, Denise da Silva Freire.

A comitiva dos três Rotary Clube da cidade de Birigui contou, ainda, com Gilmar Trecco Cavaca, com o Governador Assistente do Distrito 4470, Ricardo Catarin, com o responsável pela imagem pública do Rotary Club Cidade Pérola, Marcelo Yamane Tanaka, e com o responsável pela imagem pública do Rotary Clube de Birigui, Nelson R. Oliveira.

“Só temos que agradecer ao Rotary, essa entidade internacional que presta relevantes serviços nas comunidades onde atua. O Rotary é um dos principais parceiros da Prefeitura de Birigui”, disse o prefeito Cristiano Salmeirão.

“Em recente inauguração da UBS 5, do bairro Santo Antônio, os três Rotary Club da cidade de Birigui doaram todos os equipamentos de saúde da unidade. Nossa eterna gratidão”, disse a secretária de Saúde de Birigui, Marian Nakad.

A Secretaria de Saúde de Birigui irá divulgar em breve onde os testes serão aplicados.

HEPATITE C

A hepatite C é um processo infeccioso e inflamatório, causado pelo vírus C da hepatite (HCV) e que pode se manifestar na forma aguda ou crônica, sendo esta segunda a forma mais comum.

A hepatite crônica pelo HCV é uma doença de caráter silencioso, que evolui sorrateiramente e se caracteriza por um processo inflamatório persistente no fígado.

Aproximadamente 60% a 85% dos casos se tornam crônicos e, em média, 20% evoluem para cirrose ao longo do tempo.

A hepatite C é considerada uma epidemia mundial. No Brasil, um modelo matemático desenvolvido em 2016 estimava que cerca de 657 mil pessoas tinham infecção ativa pelo HCV e, portanto, indicação de tratamento.

A maior parte dos indivíduos infectados pelo HCV desconhece seu diagnóstico. A maior prevalência de hepatite C está entre pessoas que têm idade superior a 40 anos.

Pessoas submetidas a hemodiálise, privados de liberdade, usuários de drogas e pessoas vivendo com HIV são exemplos de populações mais vulneráveis à infecção pelo HCV.

A transmissão do HCV pode acontecer por:

*Contato com sangue contaminado, pelo compartilhamento de agulhas, seringas e outros objetos para uso de drogas (cachimbos);

*Reutilização ou falha de esterilização de equipamentos médicos ou odontológicos;

*Falha de esterilização de equipamentos de manicure;

*Reutilização de material para realização de tatuagem;

*Procedimentos invasivos (Ex: hemodiálise, cirurgias, transfusão) sem os devidos cuidados de biossegurança;

*Uso de sangue e seus derivados contaminados;

*Relações sexuais sem o uso de preservativos (menos comum);

*Transmissão da mãe para o filho durante a gestação ou parto (menos comum).

O surgimento de sintomas em pessoas com hepatite C é muito raro; cerca de 80% delas não apresentam qualquer manifestação. Por isso, a testagem espontânea da população prioritária é muito importante no combate a esse agravo.

Em geral, a hepatite C é descoberta em sua fase crônica. Normalmente, o diagnóstico ocorre após teste rápido de rotina ou por doação de sangue.


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