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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Algumas academias de Araçatuba finalmente voltaram a funcionar nesta segunda-feira. Após publicação de decreto no último sábado, pela prefeitura de Araçatuba, baseado no avanço de fase da região para a fase amarela do Plano São Paulo, alguns proprietários de academias de ginástica e espaços esportivos aproveitaram o final de semana para preparar os seus locais de trabalho para voltar a receber os alunos nesta segunda-feira. Porém, após tanto tempo de paralisação, alguns espaços não tiveram condições financeiras de retornar.

O empresário Marcos Moda, proprietário de uma academia no Jardim Ipanema, conseguiu reabrir seu espaço esportivo e afirma que adotou horário dividido para cumprir o novo decreto, que exige apenas 6 horas de funcionamento para estes estabelecimentos. Seu estabelecimento está funcionando no começo da manhã e no final de tarde / início de noite, para atender usuários antes e depois de chegarem ao trabalho.

“A gente fica muito feliz de voltar, fazer o que a gente gosta, e o que a gente depende até pra sobreviver. Temos 14 funcionários registrados. Mas não deixa de ter a preocupação ainda, porque a gente sabe que o covid existe. Então a gente está pedindo até luva, máscara, toalhinha e garrafinha. A gente fica emocionado, ansioso, hoje eu acordei às 4 da manhã para estar aqui”, afirmou Marcos Moda.

Segundo o empresário, o intervalo entre o período da manhã e da tarde em que academia fica fechada é o tempo que ele e seus colaboradores usam para higienizar os aparelhos e cuidar do ambiente para os demais alunos. “Hoje nós já abrimos das 6h às 9h, aí a gente limpa os aparelhos, limpa o chão, faz o básico. Aparelho sim aparelho não está sendo usado, principalmente a parte de cardio. Nós estamos deixando ventiladores ligados e janelas abertas para renovar o ar”, explicou Moda após abrir a academia no período da manhã nesta segunda-feira.

Mesmo com a volta às atividades, o empresário relatou que muitos alunos ainda estão com receio de voltar. “Muitos alunos estão com receio ainda, alguns ligando pra saber se precisa marcar hora”, disse.

A consultora de financiamentos Daiane Andrioli, de 32 anos, é aluna da academia e afirmou que não quer voltar, por enquanto, por prudência. Ela acredita que, mesmo com todos os cuidados tomados no local, ainda é um risco sair de casa para mais uma atividade além do seu trabalho.

“Acho muito cedo, beira o imediatismo se eu for, mesmo que ame e precise de exercícios é mais prudente pensar que ainda sim é um ambiente fechado, que o vírus permanece em materiais como ferro, plástico e que posso ser assintomática. As medidas preventivas não mudaram meu modo de pensar, então prefiro sim aguardar os números de infectados reduzirem mais”, afirmou à reportagem.

Não retornaram

Nem todas as academias de Araçatuba conseguiram voltar a atender. Após 4 meses e meio fechadas, muitas delas acabaram encerrando as atividades por falta de dinheiro.

É o caso de uma academia localizada no bairro Toyokazu Kawata. Segundo a empresária Fernanda Malafaia, não há condições de voltar com o horário restrito de apenas 6 horas e sem poder receber os usuários acima de 60 anos, já que o fluxo de caixa não compensaria os gastos para abrir o local por tão pouco tempo diariamente.

“Eu não consigo mais voltar, foram quase 5 meses de interrupção de trabalho e tudo foi se complicando. Não tenho capital de giro e condições de retornar. Ainda mais com o horário reduzido de 6 horas e com 30% de capacidade. Torna-se inviável a continuidade das atividades. Meu custo fixo é muito alto com energia, profissionais, isso sem falar nos produtos de desinfecção”, afirmou Fernanda.

A empresária, que também é fisioterapeuta, terá de mudar o ramo de seu negócio para seguir no mercado. “Como eu sou fisioterapeuta, estou mudando a documentação da academia e da empresa, agora vou atender como um centro de reabilitação, e como é atividade essencial vou dar continuidade com a hidroterapia, fisioterapia em geral”, concluiu.


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