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ANTONIO REIS – ARAÇATUBA

Quatro araçatubenses e uma catarinense que jogam basquete vivem a expectativa do retorno das competições, algumas previstas já para setembro. Desde março, os campeonatos foram suspensas ou encerradas devido à pandemia do novo coronavírus . Sem atividades em seus clubes, eles voltaram para Araçatuba e procuram manter a forma física para quando retornarem a seus clubes. Dois deles, irão para nova agremiações. Rafael Hettsheimeir saiu do Sesi-Franca vai para o Flamengo-RJ e Jennifer Nonato deixou o Pró-Esporte/Sorocaba para jogar pelo GDessa, em Portugal.
A armadora Marcella Prande, de 15 anos, jogadora do Santo André/Apaba, onde está desde o início do ano passado, ainda não disputou uma partida oficial em 2020, pois o Campeonato Paulista Sub-17 estava previsto para começar em março, quando teve início a quarentena no Estado de São Paulo. Ela a companheira de clube, a catarinense Stephany Caroline Gonçalves, também de 15 anos, serão aproveitadas no time adulto do Santo André no Paulista, previsto para começar em setembro. Stephany é ala-armadora, mora em Joinville (SC) e veio com Marcella passar a quarentena em Araçatuba.
As duas jogadoras do Santo André recebem orientações da mãe de Marcella, a ex-armadora Márcia Prande, que anos 1980 jogou no Pró-Álcool e Faculdades Toledo, ambos de Araçatuba. Elas praticam atividades com bola no condomínio em que mora a família Prande e também na praça Getúlio Vargas, onde havia uma tabela de basquete, mas que foi recentemente retirada do local. As duas também receberam orientações on-line do técnico do Santo André. Elas estão ansiosas para voltar a treinar com as companheiras de clube e a disputar uma competição.
A ala Beatriz Gabrielle dos Santos Pereira (Bia), 20 anos, nasceu em Araçatuba e começou a praticar basquete aos 10 anos em Andradina, para onde a família se mudou. Ela jogou em times de São Bernardo do Campo, Sesi/Poá, Tupã e atualmente atua no Pró-Esporte/Sorocaba. Neste ano disputou apenas um jogo pela Liga de Basquete Feminino (LBF), que encerrou a competição da atual temporada diante da paralisação provocada pela pandemia. “No começo (da quarentena) estava animada. Não achava que ia se estender por um período tão longo”, afirma, “mas estou bem focada, faço atividade física todos os dias”.
Bia consegue manter o equilíbrio emocional porque os profissionais do Pró-Esporte estão sempre em contato. “Eles são transparentes. Dá confiança”. Ela deve voltar para Sorocaba ainda este mês para disputar o Paulista adulto e a Copa São Paulo. Bia também frequenta a praça Getúlio Vargas para atividades com bola.

NOVOS CLUBES
O pivô Rafael Hettsheimeir, de 34 anos, é o mais experiente do grupo que passa a quarentena em Araçatuba. Ele, que começou a jogar basquete há 20 anos com a treinadora Vera Pipoca, atuou no Real Madrid e Uninga/Malága, times da Espanha, no Bauru-Paschoalotto, e antes da pandemia estava no Sesi-Franca. No próximo dia 10, ele embarca para o Rio de Janeiro pois terá de se apresentar ao Flamengo, o seu novo clube, sete dias depois. Hettsheimeir vestiu a camisa da Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.
O Campeonato Carioca está suspenso e o pivô não sabe quando será retomado, mas o Flamengo tem pela frente o campeonato nacional (Novo Basquete Brasil-NBB) previsto para começar em novembro e a Champions League Américas, que possivelmente terá início em outubro. Esta competição reúne clubes das Américas de língua espanhola. Rafael Hettsheimeir está em Araçatuba há dois meses, treina com aparelhos em casa e também frequenta a praça junto com as meninas. “Fiquei triste com a interrupção dos campeonatos, mas agora estou animado com a nova equipe. Será mais um desafio”, esclarece.
A pivô Jennifer Nonato, 23 anos, começou a praticar a modalidade quando tinha 11 nas categorias de base do Basquete Clube (BC) de Araçatuba . Ela já passou por times de Tupã, Barretos, Recreativa/Ribeirão Preto, Osasco/Bradesco, Sampaio Corrêa-Maranhão e Obras Sanitárias (Buenos Aires-Argentina). Seu último clube no Brasil foi o Pró-Esporte/Sorocaba porque em plena pandemia foi contratada pelo GDessa, da cidade de Barreira (Portugal), para onde embarcará em breve. “Estou ansiosa para voltar e preocupada por ser fora do País. Estaria mais tranquila se fosse no clube em que estava”. Ela procura se manter em forma com corridas na rua, academia do condomínio e também vai à praça Getúlio Vargas bater bola com a turma.


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