Compartilhe esta notícia!

DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

A reabertura do comércio e dos shoppings de Araçatuba a partir desta semana está provocando uma divisão de sentimentos na comunidade. Ao mesmo tempo que há alívio pela volta de parte das atividades econômicas da cidade, há também uma preocupação com o tempo de abertura dos estabelecimentos. Muitos entendem que o funcionamento em menor período de tempo tende a gerar maior aglomeração, já que consumidores terão menos tempo para fazer suas compras.

Na última sexta-feira, o governador João Dória (PSDB) anunciou o progresso da região de Araçatuba para a fase 2 (laranja) do Plano São Paulo, que permite a abertura de lojas, serviços e shoppings por até 4 horas, todos os dias, ou por até 6 horas por apenas 4 dias na semana, em ambos os casos estabelecimentos só podem atender o público com até 20% de sua capacidade prevista em alvará.

Com base nesta determinação, o poder público de Araçatuba decidiu por manter o comércio de rua aberto por 4 horas, de segunda à sexta das 14h às 18h, e aos sábados das 9h às 13h; e os shoppings de quarta-feira à sábado das 14h às 20h.

Repercussão

Os horários já haviam sido publicados na edição deste sábado (25) do jornal O LIBERAL REGIONAL. Na versão da matéria publicada no site e nas redes sociais “O Liberal Regional” no facebook e “Portal LR1” no Instagram, alguns internautas comemoraram a volta do comércio, enquanto outro criticaram o horário restrito de funcionamento. Até o final da manhã de ontem, 132 pessoas haviam “curtido” a matéria entre as duas principais redes sociais. No facebook, que permite “like” e “deslike”, ferramentas de concordância ou discordância do conteúdo publicado, das 67 interações, apenas 7 discordavam da reabertura, enquanto outras 60 eram a favor da volta das atividades econômicas.

Algumas pessoas que comentaram na publicação criticaram a reabertura por pouco de tempo de shoppings e comércio. O perfil “Aguilera Fabio” disse com ênfase “Tem que abrir DOZE HORAS! Pelo amor de Deus! Quanto menos tempo maior concentração! É muita burrice!”, publicou. Já o perfil “Nilva Nil Zanuso” disse “Ou abre de uma vez ou deixa fechado”.

Outras pessoas comemoraram a volta das atividades. O perfil “Fátima C. de Assunção” mostrou-se satisfeita com a informação. “Parabéns! Tem que abrir sim! O povo é que está contaminado não a cidade! Temos que viver, trabalhar, etc, chega de conversa fiada”, publicou.

A opinião contrária a restrição de horários também é compartilhada por dirigentes lojistas, que creem que a restrição, diminuindo o tempo de abertura, pode causar mais tumulto, correria e aglomeração, o que não é recomendado durante a pandemia.

O administrador do Multi Shop, Marcelo Benício, afirmou que “está tudo errado” com a medida de determinar horário para funcionamento. “Criar essa situação, impor horário pra gente funcionar, está tudo errado, desde o começo. O comércio pode abrir normalmente porque as pessoas sabem que se vir ao comércio, só podem vir se for realmente necessário, caso contrário fiquem em casa, e as pessoas do grupo de risco se mantenham em casa”, opinou.

O Multi Shop, localizado no Calçadão da Marechal, no Centro de Araçatuba, funcionará no mesmo horário do comércio, por 4 horas diárias de segunda à sábado.

Outras opiniões

O diretor da Associação Comercial e Industrial de Araçatuba, Nei Ferracioli, já havia alertado sobre isso durante a última semana, em reportagem publicada na quinta-feira pelo jornal O LIBERAL REGIONAL. “Provavelmente se semana que vem o nosso comércio voltar a abrir e eu espero que sim, não pode funcionar só 4 horas. 4 horas é muito pouco! Vai haver aglomeração! Teria que ser, no mínimo, abrir às 10h e fechar às 17h”, opinou na oportunidade.

A mesma opinião foi emitida pelo vereador Lucas Zanatta (PV), que também abordou o tema na mesma reportagem. “Uma situação que favoreceu demais a proliferação do vírus em Araçatuba foi aquela abertura absurda de apenas 4 horas no comércio que todo mundo sabia que ia gerar aglomeração. Não precisava fazer estudo científico ou social nenhum”, opinou o parlamentar.

Internautas


Compartilhe esta notícia!